Posted on

Confira o primeiro estudo sobre a técnica de correção da mielomeningocele por mini-histerescopia

A técnica foi desenvolvida pelo Dr. Fábio Peralta, coordenador da Pós-Graduação em Medicina Fetal do Cetrus

Fábio Peralta et al

Fetal Diagn Ther. 2017;42(1):28-34

Médico consultando estudo científico

O Dr. Fabio Peralta é referência mundial em cirurgias fetais. Uma de técnicas mais relevantes desenvolvida por ele é a correção da mielomeningocele fetal através da mini-histerotomia. Selecionamos hoje o primeiro artigo publicado sobre experiência e os resultados desse método, que envolvia 45 gestantes entre os anos de 2014 e 2016. Hoje o especialista já acumula 350 casos operados por meio do procedimento.

Resumo

Objetivo: Apresentar a viabilidade do correção da mielomeningocele fetal por meio de uma mini-histerotomia e descrever os resultados perinatais de nossa experiência inicial.

Métodos: Estudo descritivo de casos de correção de mielomeningocele fetal via mini-histerotomia realizados entre 2014 e 2016.

Resultados: Quarenta e cinco mulheres foram submetidas à cirurgia fetal e 87% (39/45) já nasceram. A correção completa do mielomeningocele foi possível em todos os casos. Não houveram óbitos maternos, fetais ou neonatais. Não ocorreram complicações maternas ou fetais desde a correção até a alta hospitalar materna. A idade gestacional média (IG) na cirurgia foi de 24,5 semanas (DP: 1,7; variação: 20,7-26,9). O tamanho médio da histerotomia foi de 3,05 cm (DP: 0,39; intervalo: 2,50-3,50). Uma paciente (1/39; 2,6%) apresentou separação corioamniótica. Nove pacientes (9/39; 23,1%) apresentaram ruptura pré-termo de membranas (IG média de 34,1 semanas – variação: 31,1-36,0). A IG média no parto foi de 35,3 semanas (DP: 2,2; intervalo: 27,9-39,1). Noventa e cinco por cento (37/39) das pacientes apresentaram histerotomia intacta no parto, sem sinais de deiscência. A colocação de shunt ventriculoperitoneal foi necessária em 7,7% (3/39) dos neonatos.

Conclusão: A correção fetal da mielomeningocele é viável por meio de uma mini-histerotomia. Esta abordagem parece estar associada a riscos reduzidos de parto prematuro extremo e complicações maternas, fetais e neonatais.

Acesse o artigo completo aqui:

Quer saber mais sobre esse tema e muito mais? Confira a programação da Pós-Graduação em Medicina Fetal do Cetrus

2 Replies to “Correção da mielomeningocele fetal por mini-histerotomia”

  1. Prezados fiz o parto de uma paciente trata ai no cetrus, fechamento da MME realizada pela equipe do Dr. Fabio, sucesso total a criança está bem em evolução ótima.

  2. Já sou aluno da pós graduação de medicina fetal
    É uma experiência de relevância para a formação de qualquer profissional que faz atividades ligadas à área
    O professor Fábio é um excelente profissional e que faz um esforço sobrenatural para passar o melhor e mais atualizado conteúdo científico em medicina fetal a estrutura do curso é fantástica

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *