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Editorial publicado no NEJM relata o esforço em ter mais diversidade nos estudos e pesquisas

Editores defendem que trials tragam mais pessoas de idades, raças, etnias e gêneros diversos, para ajudar médicos que atendem públicos diferentes

São emblemáticas as histórias de médicos que atendem mulheres, pessoas negras ou pacientes de idades variadas, mas não conseguem aplicar a realidade dos estudos sobre patologias e tratamentos em seus pacientes, já que a maior parte deles é feita com homens brancos. É sabido que diferentes populações apresentam incidências diferentes de certas patologias.

“Nos Estados Unidos, por exemplo, os negros americanos têm altas taxas de hipertensão e doença renal crônica, os hispano-americanos têm a maior prevalência de doença hepática gordurosa não-alcoólica, os nativos americanos são desproporcionalmente propensos a ter síndrome metabólica e os asiáticos americanos correm um risco particular de infecção por hepatite B e cirrose subsequente, mas esses grupos são frequentemente sub-representados em ensaios clínicos e estudos de coorte”, exemplifica trecho do editorial publicado ontem (13/09) no New England Journal of Medicine (NEJM).

Eles mesmos admitem que por muitos anos publicaram estudos que não incluiam um número suficiente de participantes de grupos raciais e étnicos desproporcionalmente afetados pelas doenças que estão sendo estudadas, para apoiar quaisquer conclusões sobre seu tratamento. Mas, a partir de 1º de janeiro de 2022, exigirão, como uma nova etapa, que os autores dos estudos de pesquisa preparem uma tabela suplementar que forneça informações básicas sobre a doença, problema ou condição e a representatividade do grupo de estudo, a ser publicada com o artigo no momento da publicação online.

Saiba mais sobre essas novidades e a importância da diversidade lendo a íntegra:

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