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Você sabe como diagnosticar um osteocondroma? Entenda seus sinais nos principais exames de imagem

Conheça também sua etiologia, principais sítios e condutas e tratamentos indicados

Osteocondroma em Raio-X (imagem: Shutterstock) e em paciente (arquivo Cetrus)
Osteocondroma em Raio-X (imagem: Shutterstock) e em paciente (arquivo Cetrus)

Mais comum tumor benigno primário do osso, o osteocondroma se localiza principalmente nas metáfises dos ossos longos, geralmente em regiões extra-articulares e forma protuberâncias ósseas envolvidas por cartilagem.​

Atingem, habitualmente, as extremidades dos ossos longos no esqueleto imaturo e os deformam.​ Em geral são únicos (85% dos casos), mas a forma de apresentação múltipla pode ser encontrada. ​

Constitui 10% de todos os tumores ósseos e, dentre eles, 35% (20-50%) dos benignos. ​A região do joelho é a mais envolvida (40% dos casos). Depois, as porções proximais do fêmur e do úmero são os sítios preferencialmente atingidos. Uma vez no osso longo, habitualmente se localiza na metáfise e é raro na diáfise.​

Etiologia

Sua causa permanece desconhecida. Baseado na semelhança da capa cartilaginosa da exostose com a cartilagem de crescimento (fise) do osso, várias hipóteses têm sido aventadas: todas elas relacionadas com alterações da fise óssea.​

Outro dado que corrobora a possível correlação entre as cartilagens (do osteocondroma e da placa epifisial) é que, usualmente, com a maturidade esquelética o crescimento da lesão também cessa. ​Assim, a lesão parece resultar da separação de um fragmento da cartilagem de crescimento (do esqueleto imaturo) que sofre uma herniação.​

Diagnóstico por imagem

Radiografia simples: A aparência radiográfica reflete uma lesão composta de tecido ósseo cortical e medular que se projeta para fora do osso acometido. É exatamente a continuidade da lesão com a superfície do osso hospedeiro que é patognomônico do osteocondroma. Essa continuidade é facilmente observada nas lesões que “habitam” os ossos longos, naquelas incidências radiográficas padrões (duas imagens em planos ortogonais)

Tomografia computadorizada: Complementam as radiografias que mostram detalhes da continuidade do osso cortical e esponjoso no interior da lesão e sua relação com as partes moles adjacentes. Seus cortes axiais facilitam a interpretação das lesões que se localizam em sítios anatômicos mais complexos, a exemplo da coluna e dos cíngulos dos membros superiores e inferiores.

Ultrassom: Não é o melhor método de imagem para avaliação e diagnóstico deste tipo de lesão.

Conduta ou seguimento do osteocondroma

Biópsia guiada por ultrassom: Quando há necessidade de investigação histopatológica, o procedimento da PAAF (Punção Aspirativa por Agulha Fina) guiada pelo ultrassom é um método de escolha por ser minimamente invasivo e seguro. Consiste na remoção de uma amostra de uma pequena quantidade de fluído e algumas células a partir da massa tumoral. A PAAF é um procedimento rápido e pode ser realizado com anestésico local, embora normalmente não seja necessário. O posicionamento da agulha é comumente guiado por ultrassom.

Tratamento

Uma exostose é, por si só, razão insuficiente para a sua exérese cirúrgica, especialmente nos casos isolados. Para indivíduos com lesão única, na grande maioria das vezes, a conduta é expectante, com retornos sucessivos, pela probabilidade (mesmo que pequena) de transformação maligna.

Remoção cirúrgica está indicada se o tumor promove dor ou incapacidade funcional, seja por compressão neurovascular ou limitação do movimento articular. Outra situação está relacionada à fratura da base do osteocondroma.

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