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Confira artigo sobre pré-eclâmpsia e seu rastreamento elaborado por Comissão da FEBRASGO

Dra. Juliana Abdalla comenta as informações do artigo científico

Médico consultando estudo científico

A pré-eclâmpsia (PE) é uma doença grave que afeta até 8% de todas as gestações e representa uma importante causa de morbimortalidade materna e perinatal. Em nosso país, é uma complicação grave e frequente, que se acentua ainda mais em decorrência da baixa condição socioeconômica de nossa população.

Atualmente, muito se tem discutido sobre os métodos de rastreamento da pre-eclâmpsia e as possíveis estratégias de prevenção. Mas, quando nos deparamos com nossa realidade, nos sentimos impotentes para a aplicação dos algoritmos disponíveis ao redor do mundo.

Hoje o artigo da semana foi postado pela Comissão Nacional Especializada sobre Hipertensão na Gravidez da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (CNE Hipertensão na Gravidez da FEBRASGO). Na minha opinião, esta leitura é imperdível. Nos remete a várias reflexões sobre o que é possível oferecer no Brasil, e ao final, nos conforta como médicos, retratando um cenário que pode ser aplicado em nossa prática obstétrica.

Seguem algumas considerações discutidas no artigo:

  • O uso de algoritmos para cálculos de risco de PE baseados na história materna, medida da pressão arterial, Doppler das artérias uterinas não é universalmente aplicado;
  • Não há equilíbrio entre os benefícios do rastreamento e custos necessários para recomendar a triagem universal com base no algoritmo sugerido, principalmente nas regiões brasileiras onde os recursos financeiros são escassos;
  • O uso de aspirina e suplementação de cálcio em gestantes baseados na identificação dos fatores de risco por história clínica e/ou em gestantes nulíparas é uma boa estratégia a ser implementada no Brasil, especialmente na rede pública;
  • A recomendação é de uso de 100mg de aspirina;
  • O início da terapia deve ocorrer entre 12 – 16 semanas;
  • O inicio entre a 16ª semana e a 20ª semana de gestação pode ser discutido.

Confira a íntegra do artigo sobre pré-eclâmpsia aqui:

Quer saber mais sobre esse e outros temas? Conheça o programa a Pós-Graduação em Medicina Fetal do Cetrus

3 Replies to “Pré-eclâmpsia: Rastreamento Universal ou Prevenção Universal nos países de baixa e média-renda?”

  1. OBRIGADA POR COMPARTILHAR CONOSCO AS ATUALIZAÇÕES DRA JULIANA E DEMAIS COLEGAS COMPONENTES DO CORPO CLÍNICO DO CETRUS ! SOU MÉDICA RADIOLOGISTA E TITULAR DO CBR E MUITO ME ORGULHO DOS VÁRIOS CURSOS QUE FIZ COVOSCO, QUALIFICAÇÃO EXEMPLAR E DIDÁTICA EXCELENTE !
    ATENCIOSAMENTE , DRA CARLA MIRANDA!
    AH SIM, PARA NÃO CONFUNDIR, MINHA FILHA DRA CARLA LORENA MENDES MESQUITA (NOME HOJE DE CASADA), TAMBÉM MÉDICA RADIOLOGISTA E TITULAR DO CBR FEZ INÚMEROS CURSOS PARA APERFEIÇOAR SUA FORMAÇÃO ACADÊMICA NA RESIDÊNCIA MÉDICA!

  2. Discordo do uso de 100 mg pois vários estudos mostra que a dose de 150 mg a noite tem maior eficácia em reduzir os riscos
    É na prática tenho visto que as pacientes que fizeram uso de 100 não tiveram os mesmos resultados

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