Flacidez cutânea: quais tratamentos realmente funcionam?

xemplo de Flacidez Cutânea em Região Corporal

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A flacidez cutânea é uma das condições que mais comprometem a harmonia do contorno corporal e facial com o passar do tempo.

Por isso, médicos que atuam com dermatologia estética ou procedimentos minimamente invasivos frequentemente se deparam com pacientes em busca de soluções eficazes para essa queixa. No entanto, diante da variedade de tecnologias no mercado, surge uma dúvida comum: quais tratamentos realmente funcionam para a flacidez cutânea?

Entendendo a flacidez cutânea: causas e classificações

A flacidez cutânea está diretamente relacionada à perda das fibras de colágeno e elastina, que são fundamentais para garantir firmeza e elasticidade à pele. Embora o processo seja fisiológico e natural com o envelhecimento, outros fatores contribuem significativamente para sua intensificação.

Entre os principais gatilhos para a flacidez estão:

  • Envelhecimento cronológico e fotoinduzido
  • Diminuição hormonal, especialmente estrogênio
  • Emagrecimento rápido e efeito sanfona
  • Sedentarismo e perda de massa muscular
  • Tabagismo e má alimentação

Ademais, a genética e a espessura natural da pele também influenciam no grau de flacidez. Dessa forma, na prática clínica, classificar a flacidez ajuda a direcionar o tratamento mais adequado. A classificação mais comum é:

  • Grau 1 (leve): leve perda de tônus, sem redundância evidente
  • Grau 2 (moderado): pele mais frouxa, visível em repouso
  • Grau 3 (grave): presença de dobras e excesso de pele

Avaliar não apenas a pele, mas também o compartimento subcutâneo e o tônus muscular é essencial para um plano terapêutico eficiente.

Quando indicar tratamento para flacidez cutânea?

O momento ideal para tratar a flacidez é o mais precoce possível, especialmente nos graus leves e moderados. Isso porque os tratamentos não cirúrgicos apresentam melhores respostas quando há integridade parcial das fibras dérmicas e boa vascularização local. No entanto, mesmo em casos avançados, é possível melhorar a qualidade da pele, ainda que os resultados sejam mais limitados.

De modo geral, indica-se tratamento quando:

  • Há flacidez que compromete o contorno facial ou corporal
  • O paciente apresenta insatisfação estética e deseja prevenção
  • Há contraindicação para procedimentos cirúrgicos invasivos
  • Deseja-se ganho progressivo de colágeno

Além disso, o alinhamento de expectativas é fundamental. Portanto, é preciso esclarecer que os resultados dependem do grau da flacidez, do tipo de tecnologia escolhida e da adesão do paciente ao plano de tratamento completo.

Tecnologias baseadas em calor: radiofrequência, ultrassom microfocado e laser infravermelho

As tecnologias térmicas atuam promovendo desnaturação do colágeno existente e estimulando a síntese de novo colágeno, por meio do processo de neocolagênese. Assim, escolha da tecnologia depende da área tratada, da profundidade desejada e da tolerância do paciente.

Radiofrequência (RF)

A radiofrequência (RF) é um procedimento estético que emprega correntes elétricas de alta frequência para aquecer as camadas mais profundas da pele, promovendo efeitos terapêuticos e estéticos. Durante a aplicação, a temperatura da derme atinge entre 39°C e 42°C, o que provoca a contração imediata das fibras de colágeno existentes e estimula a produção de novas fibras por meio da ativação dos fibroblastos. Esse processo contribui para a melhora da firmeza e da elasticidade da pele, sendo especialmente útil no combate à flacidez e às rugas.

Existem diferentes tecnologias de radiofrequência, classificadas de acordo com a forma como a corrente é conduzida: monopolar, bipolar e multipolar. A radiofrequência monopolar é indicada para tratamentos mais profundos, enquanto a bipolar atua em áreas mais superficiais da pele. Já a versão multipolar combina vários polos emissores, permitindo uma distribuição mais homogênea da energia, o que torna o procedimento mais seguro, eficaz e confortável, especialmente em áreas corporais extensas. Por isso, essa última é frequentemente preferida em tratamentos corporais ou faciais de maior amplitude. A RF é uma técnica não invasiva, com baixo risco de efeitos colaterais, e pode ser utilizada em diferentes tipos de pele.

Ultrassom microfocado (HIFU)

O HIFU promove coagulação térmica em pontos precisos da derme profunda e até no SMAS, sendo uma excelente opção para lifting não cirúrgico. É particularmente útil na flacidez facial, papada, pescoço e colo. Por ser focado, oferece bons resultados com apenas uma a duas sessões ao ano.

Laser infravermelho e flacidez cutânea

Esse tipo de laser aquece uniformemente a derme média, melhorando textura e firmeza cutânea. Embora tenha menor profundidade de ação que o HIFU, é muito eficaz quando combinado com radiofrequência e bioestimuladores.

Bioestimuladores injetáveis: suporte para a flacidez leve a moderada

Para pacientes que não desejam ou não podem realizar tecnologias térmicas, os bioestimuladores representam uma alternativa valiosa. Dessa forma, eles agem ativando a resposta inflamatória local e promovendo um processo reparador com aumento da densidade dérmica.

Os mais utilizados são:

  • Ácido poli-L-lático (PLLA)
  • Hidroxiapatita de cálcio (CaHA)
  • Policaprolactona (PCL)

Assim, a aplicação correta deve considerar a espessura da pele, as áreas de maior comprometimento e os vetores anatômicos naturais. Em média, os resultados se tornam visíveis após 30 a 60 dias e tendem a durar de 12 a 24 meses, dependendo do produto.

Para complementar essa abordagem, indicamos a leitura do conteúdo “Ácido hialurônico na prática médica”, que aprofunda o uso de preenchedores e técnicas combinadas na estética médica.

Microagulhamento com drug delivery e tecnologias fracionadas

O microagulhamento é uma técnica de indução de colágeno com mínima agressão, que gera microlesões controladas na pele, ativando a cascata inflamatória e, por consequência, estimulando fibroblastos. Quando associado a drug delivery, permite a entrega transdérmica de ativos como:

  • Fatores de crescimento
  • Ácido hialurônico
  • Antioxidantes e peptídeos

Já as tecnologias fracionadas, como radiofrequência microagulhada e lasers fracionados (ablativos ou não), oferecem ação térmica e mecânica simultânea. Essas técnicas têm alta eficácia na melhora da textura e firmeza da pele, sobretudo em áreas delicadas como a pálpebra inferior, colo e dorso das mãos.

Como avaliar a eficácia no tratamento da flacidez cutânea?

Avaliar a resposta ao tratamento de forma objetiva é importante para garantir confiança do paciente e ajustes terapêuticos. Alguns dos parâmetros utilizados incluem:

  • Fotografia comparativa padronizada
  • Escalas de flacidez e satisfação (GAIS, Likert)
  • Ultrassonografia de alta frequência para espessura dérmica
  • Elastometria ou cutometria: para medir elasticidade e tônus

Além disso, é imprescindível acompanhar a evolução clínica ao longo de meses, já que boa parte das respostas biológicas, como a neocolagênese, é gradual.

Por fim, documentar os resultados em prontuário, realizar reavaliações periódicas e ajustar o plano terapêutico de acordo com a resposta individual são atitudes que consolidam a qualidade do atendimento.

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Referências bibliográficas

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