Aconselhamento em medicina materno-fetal: infecção por SARS-CoV-2 na gravidez
Entenda o que já se sabe sobre a relação entre a Covid-19 e gestantes
Revisão Estado da Arte da ISUOG elenca o que se sabe sobre parto, vacinação e sintomas da doença nas mulheres grávidas

Ultrasound Obstet Gynecol 2021; 57: 687–697
Desde o início da pandemia, os impactos da Covid-19 em gestantes têm sido motivo de preocupação. A presença do vírus pode influenciar diversos aspectos da gravidez, desde o risco de complicações maternas até possíveis efeitos no feto.
Para entender melhor o tema, a International Society of Ultrasound in Obstetrics & Gynecology (ISUOG) publicou uma revisão abrangente, destacando as informações mais atuais sobre:
- Riscos para a gestante e o bebê
- Parto e transmissão vertical
- Vacinação durante a gravidez
- Tratamento e manejo obstétrico
Gestantes correm mais risco com a Covid-19?
Embora não haja recomendações adicionais para evitar a exposição ao vírus durante a gravidez, mulheres grávidas têm um risco maior de desenvolver formas graves da doença. Isso inclui:
- Maior incidência de pneumonia
- Necessidade de internação em UTI
- Aumento do risco de óbitos maternos
No entanto, o risco de aborto espontâneo não parece ser aumentado pela infecção. Já o risco de parto prematuro e complicações perinatais são mais elevados em gestantes sintomáticas hospitalizadas.
Vacinação na gravidez: é segura?
A vacinação contra a Covid-19 em gestantes tem se mostrado segura e altamente recomendada. Estudos já demonstraram que:
- Anticorpos maternos são transferidos para o bebê pelo cordão umbilical e pelo leite materno
- Não há aumento significativo de complicações obstétricas nas grávidas vacinadas
- A vacinação reduz drasticamente o risco de infecção grave
Com base nesses dados, é recomendável que as gestantes sejam orientadas sobre os benefícios da vacina, especialmente aquelas com comorbidades.
Manejo da Covid-19 na gestação
Para gestantes com Covid-19, os seguintes cuidados são recomendados:
- Uso de corticoides, como dexametasona e metilprednisolona, se necessário
- Tromboprofilaxia com heparina de baixo peso molecular em casos graves
- Monitoramento fetal cerca de 14 dias após a recuperação de quadros graves
- Indução do parto pode ser considerada a partir de 39 semanas em casos leves
A amamentação e o contato pele a pele não devem ser interrompidos, desde que sejam seguidos protocolos de prevenção e controle de infecção.
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