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Polissonografia convencional não é necessária para condução da maioria dos pacientes com suspeita de apneia obstrutiva do sono: ensaio clínico randomizado e de não-inferioridade

Am J Respir Crit Care Med 2017;196(9):1181–1190

Médico consultando estudo científico

Resumo

A poligrafia respiratória doméstica pode ser uma alternativa mais simples à polissonografia em laboratório para o manejo de pacientes mais sintomáticos com apneia obstrutiva do sono, mas sua eficácia ainda não foi avaliada em um amplo espectro clínico.

Objetivos: Comparar a eficácia a longo prazo (6 meses) de poligrafia respiratória domiciliar e protocolos de gerenciamento de polissonografia em pacientes com suspeita de apneia do sono intermediária a alta (a maioria dos pacientes requer estudo do sono).

Métodos: Um estudo multicêntrico, de não-inferioridade, randomizado controlado com dois braços e uma análise de custo-efetividade foi realizado em 12 hospitais terciários na Espanha. Pacientes rastreados sequencialmente com suspeita de apneia do sono foram randomizados para poligrafia respiratória ou protocolos de polissonografia. Além disso, todos os pacientes de ambos os braços do estudo receberam tratamento de pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), avaliação de hábitos saudáveis, titulação de auto-CPAP (para indicação de CPAP), questionários de qualidade de vida, monitoramento de pressão arterial de 24 horas e polissonografia ao final do seguimento. O principal resultado foi a medição da Escala de Sonolência de Epworth. O critério de não inferioridade foi de 22 pontos na escala de Epworth.

Medidas e resultados principais: No total, 430 pacientes foram randomizados. O protocolo de poligrafia respiratória não foi inferior ao protocolo de polissonografia baseado na escala de Epworth. Qualidade de vida, pressão arterial e polissonografia foram semelhantes entre os protocolos. A poligrafia respiratória foi o protocolo com melhor relação custo-benefício, com um menor custo por paciente de €$ 416,70.

Conclusões: O manejo da poligrafia respiratória domiciliar é igualmente eficaz à polissonografia, com custo substancialmente inferior. Portanto, a polissonografia não é necessária para a maioria dos pacientes com suspeita de apneia do sono. Esse achado pode mudar a prática clínica estabelecida, com um claro benefício econômico.

Palavras-chave: apneia do sono; monitor portátil; poligrafia respiratória doméstica; custo-efetividade

Acesse o estudo completo:

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