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Tendência internacional aponta uso da poligrafia domiciliar para distúrbios do sono

Método facilita e democratiza diagnóstico, é eficiente ao detectar quadros respiratórios ligados ao sono e da apneia obstrutiva do sono

Dr. Pedro Genta fala sobre a tendência do uso da poligrafia domiciliar
Dr. Pedro Genta fala sobre a tendência do uso da poligrafia domiciliar

Conhecida como polissonografia tipo 3, a poligrafia domiciliar é um aparelho que o paciente leva para casa e monitora alguns aspectos de seu sono. De acordo com o pneumologista Dr. Pedro Genta, coordenador do curso de Pós-Graduação em Medicina do Sono do Cetrus, “essa é uma tendência mundial, mas que ainda é um pouco incipiente no Brasil”.

Hoje o exame usado para diagnóstico de distúrbios do sono é a polissonografia tipo 1, que precisa ser feita laboratorialmente. Para reverter isso e dar mais possibilidades aos futuros médicos do sono, o curso que Genta coordena no Cetrus inclui a prática do exame em casa em pacientes reais, dando ao aluno não só o embasamento teórico, mas a prática hands on na técnica.

Quer saber mais? Batemos um papo com o dr. Pedro Genta sobre o tema:

Educa Cetrus: Como vem sendo esse uso da poligrafia domiciliar?

Dr. Pedro Genta: Essa é uma tendência mundial, ainda um pouco incipiente no Brasil, de estender o diagnóstico da apneia obstrutiva do sono (AOS) – hoje feito laboratorialmente com a polissonografia – em nível domiciliar. Isso traz mais conforto ao paciente e maior agilidade não só na realização do diagnóstico como na implementação do tratamento, que tem menor custo e uma eficácia bastante consistente comparado ao exame tradicional feito em laboratório. Essa é uma tendência irreversível e os alunos do nosso curso vão ganhar bastante experiência na realização e interpretação dos laudos, sobretudo na condução dos pacientes baseado naquele tipo de diagnostico simplificado.

EC: E como esse estudo pode ajudar a aumentar o diagnóstico dos distúrbios do sono?

PG: Sem dúvida o aparelho de uso simplificado é portátil, de menor custo, isso facilita com que o próprio médico tenha seu equipamento e também que serviços menores, fora dos grandes centros, tenham capacidade de fazer o diagnóstico que hoje é restrito a laboratórios em grandes cidades. Então isso ajuda a democratizar o diagnóstico deste paciente e a disseminação dessa possibilidade para o Brasil todo.

EC: Nesse contexto, qual o papel terá a polissonografia tradicional?

PG: A polissonografia tradicional, baseada no laboratório do sono, tem obviamente a sua recomendação, sobretudo para distúrbios do sono que não a apneia obstrutiva do sono (AOS). Quando houver a suspeita de outros quadros, como as parassonias, por exemplo, a polissonografia ainda é necessária. E em alguns casos especiais de AOS, não só a polissonografia é necessária não só para diagnóstico, mas também para titulação de pressão positiva. Felizmente é uma minoria de pacientes que requisitaram um exame completo. A maioria dos pacientes pode ser manejada em domicilio com os métodos portáteis, sobretudo aqueles que tem suspeita de distúrbios respiratórios do sono e de apneia obstrutiva do sono.

EC: Mas é importante o especialista ter experiência no método para sua aplicação?

PG: Certamente, e o grande diferencial do nosso curso é permitir aos participantes o manejo dos métodos simplificados, não só na condução do diagnóstico como na interpretação dos resultados e oferecimento de opções terapêuticas para o paciente. Então além do conteúdo teórico, que vai dar embasamento aos alunos, teremos pacientes reais com suspeita ou queixas de distúrbios de sono. Assim poderemos não só fazer o diagnóstico como implementar o tratamento, o que habilita o médico a poder conduzir esse tipo de caso em seu consultório. Tudo isso traz ao profissional de Medicina do Sono uma série de expertises que tornaram o consultório dele mais dinâmico e com mais opções de tratamento.

Quer especializar na área com esse grau de prática? Conheça o curso intensivo de Manejo Ambulatorial da Apneia Obstrutiva do Sono do Cetrus

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