Carreira em Ultrassonografia Musculoesquelética com Dr. Luís Felipe Lisbôa

Dr. Luís Felipe Lisbôa, coordenador do Fellowship em Ultrassonografia Musculoesquelética do Cetrus, em ambiente clínico.

Índice

A ultrassonografia musculoesquelética tem ganhado cada vez mais espaço na prática médica atual, principalmente entre ortopedistas, reumatologistas, fisiatras e médicos da dor. Sua popularização vem acompanhada do avanço tecnológico dos aparelhos portáteis, da integração com condutas intervencionistas e da crescente demanda por diagnósticos rápidos, seguros e à beira-leito. Nesse cenário em constante transformação, ouvir a experiência de quem atua diretamente com essa técnica torna-se essencial.

Além disso, o perfil do paciente também mudou: mais informado, mais participativo nas decisões e com expectativas mais altas em relação à resolutividade. Esse novo comportamento incentiva o médico a ter maior autonomia diagnóstica e terapêutica algo que o ultrassom, quando bem utilizado, oferece com precisão.

Porque agrega no consultório do ortopedista ou médicos que trabalham com dor?

A ultrassonografia musculoesquelética permite diagnóstico imediato e guiamento preciso de procedimentos, como infiltrações e bloqueios. Com ela, o médico não depende de laudos externos e pode conduzir toda a conduta no próprio consultório. Isso gera resolutividade, autonomia e fidelização do paciente, além de otimizar o tempo e elevar o valor percebido do atendimento.

Como aprender?

O mais eficaz é aprender com quem aplica o ultrassom na prática diária. Cursos baseados só em teoria e operação do aparelho não são suficientes. É essencial ter vivência clínica, trocas de conhecimento, supervisão direta de especialistas e contato com pacientes reais para desenvolver segurança e capacidade de tomada de decisão.

Por onde começar? 

Comece com uma base sólida em anatomia aplicada ao ultrassom. Em seguida, busque uma formação prática, que una teoria clínica, protocolos guiados por imagem e experiências supervisionadas. Fellowships reconhecidos pelo MEC são ideais para quem quer aplicar de forma imediata no consultório.

Conheça o Dr. Luís Felipe Lisbôa

Conversamos com o Dr. Luís Felipe, ortopedista com mais de 13 anos de atuação na área e coordenador do Fellowship em Ultrassonografia Musculoesquelética do Cetrus no Rio de Janeiro.

Neste artigo, ele reflete sobre os principais avanços tecnológicos, os desafios da formação médica na área, as mudanças no perfil dos pacientes e as oportunidades reais de diferenciação profissional e crescimento na carreira por meio da capacitação em ultrassonografia musculoesquelética.

Dr. Luís Felipe Lisbôa, é uma referência em ultrassonografia musculoesquelética no Brasil. Com formação pela Unigranrio, especialização em Ortopedia pela Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo e certificações pela SBUS e FISUSAL.

Confira seu currículo completo.

Dr. Luís Felipe Lisbôa em aula prática do Fellowship em Ultrassonografia Musculoesquelética.

Um novo olhar sobre a especialidade

Embora a ultrassonografia musculoesquelética esteja em crescimento no Brasil, ela ainda é subutilizada e, por vezes, mal compreendida. Segundo o Dr. Luís Felipe: “Muitos médicos ainda a encaram como um simples exame complementar — quando, na prática, ela pode e deve ser uma extensão direta da avaliação clínica.”

Além da imagem anatômica, o exame permite avaliar estruturas em movimento, identificar alterações dinâmicas e guiar procedimentos como infiltrações, punções e bloqueios com alto grau de segurança e eficiência. Essa capacidade de atuar tanto no diagnóstico quanto na terapêutica coloca a ultrassonografia musculoesquelética em uma posição estratégica na medicina contemporânea.

Outro ponto crucial levantado por ele é a necessidade de abandonar o foco excessivo na imagem “bonita” e valorizar o raciocínio clínico. “A imagem deve servir a avaliação clínica — e não o contrário. Para isso, o médico precisa de uma formação prática, aplicada à realidade do consultório, com acompanhamento direto de profissionais experientes.”

Formação e certificação: os desafios da prática real

Um dos maiores desafios para os médicos que desejam ingressar na área está na desconexão entre o que se ensina nos cursos tradicionais e o que se vive no dia a dia da prática clínica.

Muitos programas são excessivamente técnicos e focados apenas na operação do aparelho, sem capacitar o profissional para conduzir um caso clínico completo com base no ultrassom.

De acordo com o coordenador, isso gera uma frustração comum: médicos com certificados em mãos, mas inseguros diante de um paciente com dor no quadril, ombro ou joelho. “Certificado não garante prática. O que faz diferença é vivência real, com supervisão, discussão de condutas e acompanhamento longitudinal dos casos”, ressalta.

É justamente essa lacuna que ele busca preencher no Fellowship em Ultrassonografia Musculoesquelética, onde os alunos têm acesso a pacientes reais, discussões práticas, protocolos guiados por ultrassom e uma metodologia voltada à tomada de decisão clínica

O novo perfil do paciente e a valorização da autonomia médica

Com acesso facilitado à informação e cada vez mais participativo nas decisões sobre seu tratamento, o paciente atual exige resolutividade. Para o Dr. Luís Felipe, o novo perfil do paciente tem impulsionado os médicos a buscar mais autonomia diagnóstica e conduzir a conduta clínica de forma imediata, recurso viabilizado pelo uso adequado da ultrassonografia musculoesquelética.

Além disso, o modelo tradicional de encaminhamento para exames e retorno dias depois se mostra cada vez mais ineficaz em um contexto onde tempo e precisão são cruciais.

Ao oferecer diagnóstico no ato e iniciar o tratamento de forma imediata, o médico não apenas fideliza o paciente, como agrega valor ao seu serviço — fator essencial para quem deseja atuar no modelo particular ou ampliar sua remuneração em consultórios de convênio.

Um caso que marcou a trajetória

Entre tantos atendimentos, um episódio permanece marcante na memória do Dr. Luís Felipe: o caso de uma paciente com capsulite adesiva no ombro, que chegou ao consultório com dor intensa e bloqueio funcional severo. Após avaliação clínica e exame com ultrassom, ele realizou um bloqueio guiado do nervo supraescapular, que resultou em alívio imediato da dor. A partir disso, iniciou um protocolo individualizado, com ótimos resultados.

Segundo ele, foi a prova concreta de que, com raciocínio clínico aliado à imagem, é possível transformar a vida do paciente — e também a atuação do médico.

As tecnologias que estão transformando a prática clínica

Entre as inovações que mais têm impactado a prática da ultrassonografia musculoesquelética, o Dr. Luís Felipe destaca três pilares:

Equipamentos portáteis

Com qualidade de imagem cada vez melhor, esses aparelhos tornam possível levar o exame para o leito, o centro cirúrgico, o pronto-atendimento e até para atendimentos domiciliares.

Terapias regenerativas

O uso de substâncias como ácido hialurônico de alta densidade, PRP (plasma rico em plaquetas) e bloqueios com adjuvantes têm ampliado a capacidade terapêutica dos ortopedistas.

Protocolos personalizados

Guiados por ultrassom, esses protocolos aumentam a precisão e segurança de infiltrações, punções e bloqueios, contribuindo para resultados mais previsíveis e menos riscos.

Para ele, no entanto, a maior tecnologia ainda é o médico bem treinado: “Nenhum aparelho substitui o olho clínico, o raciocínio integrado e a capacidade de conduzir um caso com segurança”.

Estratégias para se destacar na área e aumentar a remuneração

Aos médicos que desejam ingressar ou se destacar na ultrassonografia musculoesquelética, o conselho do Dr. Luís Felipe é claro: aprender com quem vive a realidade do consultório.

Ele recomenda uma formação com prática real, supervisão direta e aplicação clínica — fatores que fazem toda a diferença na hora de ganhar confiança e entregar valor ao paciente. Além disso, ele destaca que quem se diferencia com protocolos próprios, comunicação clara e resultado clínico consistente consegue, naturalmente, aumentar sua remuneração. O paciente percebe o valor de um atendimento que resolve, recomenda para outros e retorna sempre que necessário.

Fontes confiáveis e a importância da atualização direcionada

Para se manter atualizado, o Dr. Luís Felipe recomenda uma combinação entre bases teóricas sólidas e conteúdos práticos. Começar com uma boa base de anatomia aplicada, acompanhar diretrizes de sociedades como SBUS e EULAR, estudar artigos práticos e, acima de tudo, seguir profissionais que atuam no consultório e compartilham a vivência real.

“Atualização sem aplicação é só acúmulo de conhecimento — o que transforma é o uso inteligente da informação no dia a dia”.

Leia também: Carreira em Ultrassonografia: Oportunidades e Benefícios – Entrevista com Dr. Caio Nunes

O que é o Fellowship em Ultrassonografia Musculoesquelética

O Fellowship em Ultrassonografia Musculoesquelética é uma especialização avançada voltada a médicos que desejam aprofundar seus conhecimentos em diagnóstico por imagem do sistema musculoesquelético. O curso capacita o profissional a realizar exames ultrassonográficos com alto nível de precisão, abrangendo músculos, tendões, ligamentos e articulações. Além de ser um método acessível, seguro e livre de radiação, a ultrassonografia oferece imagens em tempo real, fundamentais para uma condução clínica eficiente. Com esse treinamento, o médico aprimora sua capacidade diagnóstica e terapêutica, elevando a qualidade da assistência aos pacientes com patologias musculoesqueléticas.

Eleve sua atuação clínica com o Fellowship

Se você busca dominar o ultrassom musculoesquelético e se destacar na área, o Fellowship é a oportunidade perfeita! Com uma metodologia prática e professor experiente, o curso oferece:

  • Práticas realizadas com a supervisão direta do professor
  • Aulas práticas com pacientes reais
  • Equipamentos de ponta
  • Pós credenciada pelo MEC

“No Fellowship, eu trago para o aluno a realidade: o que funciona, como conduzir o paciente, quando indicar bloqueios, como infiltrar com segurança, como conversar com clareza. Não é só saber usar o aparelho — é sobre ser um médico mais completo.”

— Dr. Luís Felipe Lisbôa, Ortopedista e Coordenador do Curso de Fellowship em Ultrassonografia Musculoesquelética.

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Dr. Luís Felipe Lisbôa
Dr. Luís Felipe Lisbôa
Ortopedia e Ultrassonografia Musculoesquelética

Graduado em Medicina pela Unigranrio (2008), o Dr. Luís Felipe Lisbôa realizou residência médica em Ortopedia pela Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo (CSNSC) (2012). Com especialização em Ultrassonografia pela CETRUS (2012) e habilitação em Ultrassonografia Musculoesquelética pela SBUS e FISUSAL (2019), ele é membro sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Ultrassonografia (SBUS) e membro associado da AIUM (American Institute of Ultrasound in Medicine). Atualmente, Dr. Luís Felipe é Diretor Médico da US RIO, Medicina e Diagnóstico e Médico Ultrassonografista Musculoesquelético na Proecho.

CRM: 52.85465-4 | RQE: 22548

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