Este artigo foi elaborado com base em uma entrevista exclusiva com o Dr. Monres Gomes, ortopedista com mais de 30 anos de experiência no ensino da Ultrassonografia musculoesquelética e agora também professor do Cetrus. O Dr Monres compartilhou sua experiência e visão sobre a formação em ultrassonografia musculoesquelética e o impacto dessa especialidade na prática médica. Ao longo do texto, você vai entender por que essa é uma das áreas mais promissoras da medicina diagnóstica e como ela pode transformar sua carreira.
Segundo o Dr. Monres Gomes, a ultrassonografia musculoesquelética está ganhando espaço como um verdadeiro “terceiro olho” do médico. Em vez de depender exclusivamente de exames de imagem realizados por terceiros, muitos especialistas começaram a integrar o ultrassom à avaliação física dos pacientes. Com isso, é possível realizar testes clínicos, observar estruturas em movimento e obter respostas diagnósticas imediatas no próprio consultório.
Uma porta de entrada para a diferenciação na medicina
A ultrassonografia musculoesquelética (USME) tem se consolidado como uma das ferramentas mais relevantes no arsenal de médicos que desejam aprofundar sua atuação diagnóstica e intervencionista em ortopedia, medicina esportiva, reumatologia, radiologia e clínica geral. Mais do que uma técnica de imagem, trata-se de um método dinâmico, acessível e com crescente demanda, capaz de diferenciar o profissional no mercado.
Conheça o Dr. Monres Gomes: Um Pioneiro da Ultrassonografia Musculoesquelética no Brasil
Com uma trajetória profissional que se estende por mais de três décadas, o Dr. Monres Gomes (CRM: 5150 / RQE: 2701) é uma figura proeminente e inovadora na medicina brasileira. Formado em Medicina pela UFMA em 1987, sua paixão e dedicação o levaram a se especializar em Ortopedia e Traumatologia no Hospital Ortopédico de Goiânia.
Entretanto, foi na ultrassonografia musculoesquelética que o Dr. Monres se destacou como um verdadeiro pioneiro. Autodidata em um campo ainda incipiente no país nos anos 90, ele não apenas dominou a técnica, mas também se dedicou a compartilhá-la, tornando-se uma das maiores referências no ensino da ultrassonografia musculoesquelética. Sua vasta formação inclui especializações em ultrassonografia abdominal, pélvica, mamária e ressonância magnética, além de um Mestrado em Princípios da Cirurgia.
Membro ativo de diversas sociedades médicas de renome, como a SBOT, SBUS, CBR, SBRET, SBED e SOBRAMID, o Dr. Monres é um dos fundadores e o primeiro coordenador da Comissão Ortopédica de Procedimentos Ecoguiados da SBOT (COPE), um marco para a integração do ultrassom na ortopedia brasileira. Atualmente, ele também preside a Liga Brasileira de Ultrassonografia (LBUM), solidificando ainda mais seu papel na disseminação do conhecimento e avanço da ultrassonografia no Brasil. Sua história é um testemunho de dedicação, inovação e a busca incessante pela excelência médica.
Confira seu currículo completo.
A jornada do pioneirismo: Dr. Monres e a formação de uma referência
A história do Dr. Monres com a ultrassonografia começou em Mozarlândia, interior de Goiás, quando atendeu gestantes com seu primeiro aparelho de ultrassom. Mas foi durante a residência em Ortopedia, em Goiânia, que teve seu primeiro contato com o exame de ombro em tempo real, ao escanear o manguito rotador de um colega técnico de gesso. Esse momento transformador desencadeou uma paixão pelo método e um compromisso com o ensino que se estende até hoje.
Sem preceptores no Brasil na época, tornou-se autodidata. Criou materiais educacionais de ultrassonografia, estruturou um curso inédito durante a residência e, três dias após a formação, ministrou sua primeira turma. Desde então, foram milhares de alunos e incontáveis casos atendidos.

Por que aprender ultrassonografia musculoesquelética? (Segundo Dr. Monres)
1. Extensão do exame físico
“O ultrassom é o estetoscópio do médico moderno.” Segundo Dr. Monres, o exame permite complementar a anamnese e o exame físico no próprio consultório, com agilidade e precisão, funcionando como um “terceiro olho”.
2. Autoridade médica e reconhecimento profissional
“O médico que treina Ultrassonografia Musculoesquelética se torna referência na sua cidade.” Ao dominar o método, o profissional passa a ser procurado não só por pacientes, mas por outros médicos, que exigem o exame feito por quem tem formação qualificada.
3. Alta demanda e baixa oferta
“Você será a mosca branca.” A complexidade anatômica afasta muitos profissionais da área, o que cria um cenário com poucos especialistas e muita demanda — ideal para quem busca destaque rápido.
4. Procedimentos ecoguiados e terapias regenerativas
“Hoje, com o ultrassom, conseguimos acessar articulações para infiltrações e terapias com PRP, BMA e ácido hialurônico.” O método amplia o repertório terapêutico do médico.
5. Mercado em expansão
“Falta esse médico no mercado.” Em um cenário com milhares de novos médicos e poucas vagas em residência, capacitações como a USME oferecem caminho rápido e sólido para inserção e diferenciação no mercado.
6. Retorno financeiro atrativo
“Se você se qualificar, não vai faltar clientela — e a remuneração vem junto.” O exame permite grande volume de atendimentos e boa remuneração, seja por planos de saúde ou particular.
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Barreiras e soluções no aprendizado da USME
Obstáculo comum: dificuldade com a anatomia
Dr. Monres enfatiza que um dos desafios mais frequentes enfrentados pelos alunos é a dificuldade em assimilar a complexa anatomia musculoesquelética. “Estamos lidando com uma região extremamente detalhada, com inúmeras articulações, uma grande variedade de músculos, nervos, vasos e outras estruturas anatômicas que se inter-relacionam”, explica.
Ciente dessa barreira, o Dr. Monres desenvolveu uma metodologia de ensino focada justamente em superar esse bloqueio inicial. Sua abordagem é inspirada nos princípios da Musculoskeletal Ultrasound Society (Musoc), entidade internacional da qual é membro ativo. O foco está em transformar a anatomia em um conhecimento aplicável ao dia a dia clínico, facilitando a identificação de estruturas durante os exames e aumentando a segurança diagnóstica dos alunos.
Solução: reprodutibilidade e preceptoria
A técnica correta, ensinada articulação por articulação, é o que garante exames reprodutíveis. Ou seja: exames que outros profissionais podem entender e confiar. Esse aprendizado não vem apenas de livros ou vídeos, mas da preceptoria com quem tem experiência prática real.
A ultrassonografia e as inovações na prática médica
Para o Dr. Monres Gomes, a ultrassonografia musculoesquelética não é apenas uma técnica diagnóstica — é uma ponte entre o exame clínico tradicional e o que há de mais moderno na prática médica. Ele afirma que estamos vivendo uma nova era da imagem, e que o ultrassom está no centro dessa transformação.
Confira os pontos que ele destaca como fundamentais para entender o protagonismo da USME na medicina atual:
1. Equipamentos portáteis com qualidade avançada
“Hoje tem aparelho de ultrassom que cabe no bolso, parece um celular.”
A miniaturização dos aparelhos tornou o exame mais acessível e adaptável ao ambiente clínico real — seja em consultórios, leitos hospitalares ou blocos cirúrgicos.
2. Uso de semicondutores: mais leveza e durabilidade
“Os novos aparelhos usam semicondutores, não aquecem e não quebram fácil.”
Essa inovação tecnológica substitui os cristais piezoelétricos tradicionais e oferece imagens de alta definição com menos riscos operacionais.
3. Integração com ressonância e IA
“O futuro é um transdutor dentro da sala de ressonância.”
A tendência é que os exames deixem de ser isolados e se tornem híbridos, unindo o dinamismo do ultrassom com a profundidade da ressonância, potencializados pela inteligência artificial.
4. Recursos exclusivos: Power Doppler e diagnóstico funcional
“A ressonância não enxerga fluxo sanguíneo, não vê Power Doppler — e isso o ultrassom faz com maestria.”
A USME permite analisar vascularização de tecidos inflamados ou tumorais, o que complementa e muitas vezes supera outros métodos de imagem.
5. Base para procedimentos regenerativos de alta complexidade
“Hoje a gente injeta PRP, BMA, em alguns casos células-tronco… tudo isso guiado por ultrassom.”
Procedimentos ecoguiados têm se tornado padrão para infiltrações, bloqueios e terapias biológicas, com precisão milimétrica e controle visual em tempo real.
É para mim?
A resposta de Dr. Monres é clara: sim, se você é médico. O ultrassom musculoesquelético é uma competência valiosa tanto para o especialista quanto para o médico generalista. É um diferencial que cabe ao a diversas especialidades, como ortopedia, reumatologia, medicina da dor, fisiatria, medicina esportiva, neurologia, neurocirurgia e anestesiologia.
E a remuneração?
Segundo o professor, a USME é também um caminho para boa remuneração. A alta demanda, a baixa oferta de profissionais e a possibilidade de realizar múltiplos exames em um único paciente (ex: ombro, cotovelo e mão) tornam o retorno finaneiro muito atrativo, seja por plano de saúde ou atendimento particular.
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Saiba mais sobre o curso
Como disse o próprio professor: “Invista na sua qualificação, quem domina o conhecimento e a técnica, nunca fica sem paciente e nunca fica sem reconhecimento. Pode confiar: o tempo vai passar de qualquer forma. A diferença é que, se você sair da zona de conforto, ele vai passar te levando pra frente”.
Se você quer se tornar referência, conquistar autoridade médica e ampliar suas possibilidades na ortopedia, radiologia ou medicina geral, a ultrassonografia musculoesquelética é um excelente caminho.
E se for para aprender, que seja com o criador do método de aprendizado em Ultrassonografia Musculoesquelética no Brasil e que leciona há mais de 23 anos. Inscreva-se no Fellowship do Dr. Monres em parceria com o Cetrus. Essa é a sua chance de dominar o exame e impulsionar sua carreira.
O que o aluno encontra
- Turmas reduzidas (12 médicos por turma)
- Aparelhos modernos e pacientes reais
- Preceptoria direta do Dr. Monres e equipe
- Técnicas de infiltração guiada por ultrassom
- Mentoria em laudos
- Formato ideal para quem precisa de flexibilidade







