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3 oportunidades que o gastroenterologista ganha ao estudar imagem em hepatologia

A hepatologia é área que amplia a atuação do profissional em gastroenterologista para uma série de doenças que acometem o fígado, baço, vesícula biliar e sistema porta. “As doenças hepáticas hoje são extremamente prevalentes – cada vez mais têm sido diagnosticadas – e elas são importante causa de morbidade e mortalidade na população”, aponta Dra. Fernanda Branco, coordenadora do curso de Pós-Graduação em Imagem em Hepatologia do Cetrus.

Essas doenças são muito incidentes: a esteatose hepática, por exemplo, atinge entre 20 a 40% da população, estando correlacionada a hábitos de vida não saudáveis, como ingestão de álcool, sobrepeso e sedentarismo.

1. Ganha tempo para começar a tratar hepatopatias

Normalmente, quando o paciente com suspeita de doença do fígado precisa investigar um órgão, é encaminhado para realizar um exame de ultrassom em laboratório, clínica ou hospital, precisa esperar o laudo ficar pronto e aí retorna ao médico para ter uma conduta traçada. “Se nós conseguimos diminuir esse processo com US sendo feito já na consulta médica, o tratamento pode começar muito antes, sendo vantajoso ao paciente”, explica Dra. Fernanda Branco.

Como normalmente as doenças do fígado só apresentam sintomas quando estão bastante avançadas, a rapidez no diagnóstico é fundamental. E ser capaz de observar o aspecto do fígado quando ainda há apenas desconfiança do problema, devido às conhecidas pré-disposições ao problema, é melhor ainda!

Hoje os aparelhos de ultrassom são, muitas vezes, portáteis e simples para se ter em consultório. Ou seja, aprendendo o seu manejo adequado, é fácil ter o equipamento como seu aliado.

2. Otimiza o acompanhamento de doenças crônicas do fígado

A evolução das hepatopatias é muito semelhante, não importa se começam como uma esteatose hepática ou uma hepatite viral, é comum que elas evoluam para uma fibrose hepática ou cirrose. “Muitas vezes conseguimos identificar ao ultrassom modo B ou com Doppler as características de um fígado cirrótico, assim já sabemos definir em que estágio da doença o paciente se encontra”, alerta a Dra. Fernanda Branco.

Ela explica que conforme o médico adquire conhecimento e prática no uso do ultrassom, é mais fácil para ele diferenciar o fígado normal daquele que está cirrótico, e distinguir uma cirrose avançada (com hipertensão portal, por exemplo) de uma mais inicial.

“Os nódulos são um capítulo à parte: com a experiência clínica o clínico consegue identificar os nódulos benignos e malignos e assim entender qual é próximo passo: qual o próximo exame que ele deve pedir e que conduta ele deve adotar”, considera a especialista.

3. Agrega mais valor à consulta médica

Oferecendo esse tipo de serviço – principalmente ao otimizar o tempo do paciente – é mais justificável aumentar o valor por sua consulta médica, já que está entregando um diferencial e tanto, proporcionando diagnósticos e tratamentos mais precoces e um acompanhamento mais próximo de doenças crônicas. “É por isso que o ultrassom deveria ser o exame físico do hepatologista”, finaliza Dra. Fernanda Branco.

De fato, os conhecimentos mais sólidos na hepatologia e nos usos dos métodos de imagem para o diagnóstico destas doenças traz mais segurança ao profissional. “Eu percebi que eu me tornei mais seguro em conceitos que eu já tinha, aprendi diversos novos, me atualizei bastante e vejo minha carreira com uma nova roupagem a partir daqui”, comenta o médico Adalberto Amorim, ex-aluno da última Pós-Graduação da Dra. Fernanda Branco.

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