Posted on

Você sabe reconhecer os tipos de rotura de prótese mamária ao US? Conheça dois sinais importantes

A ultrassonografia é um bom método para avaliação de próteses de silicone na mama e avaliação dos tecidos mamário, saiba mais sobre o método

Avaliação ultrassonográfica da mama

A mamoplastia com uso de prótese mamária apresenta aumento de incidência a cada ano. Podem ser utilizadas na reconstrução da mama após mastectomia com fins oncológicos ou com objetivo estético. De acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), em pesquisa divulgada em dezembro de 2019, o Brasil é o país que mais realiza cirurgias plásticas do mundo e o procedimento mais realizado é a mastoplastia de aumento.

A ultrassonografia consiste em um método de baixo custo operacional e inócuo para o estudo da mama com prótese, principalmente pelo fato de estudar o tecido mamário propriamente dito, bem como identificar o tipo de implante, a sua localização, avaliar integridade e possíveis complicações associadas.

Durante o exame é possível visualizar estruturas como:

  • Cápsula fibrosa: tecido vivo, produzido pelo próprio organismo do paciente ao longos do tempo como reação à presença da prótese (considerada um corpo estranho);
  • Elastômero: envelope que envolve o material do implante que pode ser de solução salina ou silicone;
  • Tecido mamário: parte fundamental do exame, o rastreamento de câncer e ou acompanhamento de nódulo continua sendo avaliação indispensável enquanto rotina;
  • Localização da prótese: podendo ser retroglandular (localizada entre o tecido glandular e o músculo peitoral maior) ou retropeitoral (inserida abaixo do músculo peitoral maior)
Rotura da prótese e seus sinais ao US

A rotura é uma complicação relativamente frequente, variando de 10 a 14% nos implantes de silicone. Ela pode ser do tipo:

Sinal da Escada na avaliação de rotura de prótese via US

Intracapsular

O elastômero desenvolve uma laceração através da qual o gel de silicone extravasa para o espaço entre o envelope e a cápsula, que se mantém intacta. Os achados clássicos são o sinal do degrau de escada (linhas ecogênicas de orientação horizontal que representam pregas no elastômero) e aumento anormal da ecogenicidade no gel extravasado que fica no espaço intracapsular.

Extracapsular

Existe ruptura tanto na cápsula quanto no envelope havendo extravasamento de gel para fora da cápsula, ou seja todos os casos de ruptura extracapsular têm que ser precedidos por ruptura intracapsular.

O achado clássico é o de granuloma de silicone, com um aspecto chamado de sinal de tempestade de neve. Estes são acentuadamente hiperecogênicos e bem circunscritos na face anterior, mas apresentam uma sombra acústica intensa e mal definida posteriormente

Sinal da Tempestade de Neve na avaliação de rotura de prótese via US

Podemos ter outras alterações detectáveis ao ultrassom como pregas radiais, contratura dentre outras. Próteses mamárias possuem a classificação BI-RADS US 2, mesmo quando apresentam rotura ou outras alterações pertinentes.

Embora existam limitações técnicas, a ultrassonografia tem sido amplamente empregada na avaliação da integridade das próteses mamárias, seja pelo baixo custo, fácil acesso ou alta sensibilidade na detecção de silicone livre, além de permitir, concomitantemente, estudo do tecido mamário.

Quer saber mais? Confira a programação completa da Pós-graduação Lato Sensu em Imagem da Mama do Cetrus

2 Replies to “Prótese mamária ao US: como reconhecer tipos de rotura”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *