DIU: tipos, colocação, retirada e benefícios do dispositivo intrauterino

retirada do diu

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Em relação à contracepção, o dispositivo intrauterino (DIU) se destaca como uma opção. Uma das principais vantagens do DIU é sua eficácia excepcional na prevenção da gravidez.

Com taxas de falha de menos de 1%, o DIU é um dos métodos contraceptivos mais confiáveis disponíveis. Uma vez inserido, ele pode fornecer proteção contraceptiva por vários anos, dependendo do tipo escolhido.

O que é um DIU?

O acrônimo DIU refere-se ao dispositivo intrauterino, isto é, um método contraceptivo inserido na cavidade uterina. Técnicamente e tradicionalmente, o termo é usado para descrever os dispositivos não hormonais, como os de cobre e os de cobre com prata.

Já os dispositivos hormonais, conhecidos como SIU (Sistema Intrauterino), contêm o hormônio levonorgestrel. No Brasil, atualmente, dois produtos desse tipo estão disponíveis no mercado sob os nomes comerciais Mirena e Kyleena.

Quais são os tipos de DIU?

Existem dois tipos principais de DIU:

  • DIU de cobre
  • SIU hormonal.

DIU de cobre

Este tipo de dispositivo intrauterino é feito de plástico com um revestimento de cobre. Dessa forma, o cobre atua como um espermicida, interferindo na mobilidade e na sobrevivência dos espermatozoides, tornando o útero hostil à fertilização.

O DIU de cobre pode ser usado como método contraceptivo de longo prazo e é eficaz por vários anos, geralmente até 10 anos, dependendo do modelo.

DIU de cobre

SIU hormonal

Este tipo libera hormônios, geralmente progestina, diretamente no útero. Assim, a progestina engrossa o muco cervical, tornando mais difícil para os espermatozoides alcançarem o óvulo, e pode até mesmo inibir a ovulação em algumas mulheres.

Os DIUs hormonais são conhecidos como SIUs (Sistemas Intrauterinos) e estão disponíveis em diferentes marcas, como Mirena e Kyleena. Eles também são eficazes por vários anos, geralmente de 3 a 5 anos, dependendo do modelo.

Mirena

O Mirena é uma marca popular de DIU hormonal. Assim, insere-se este dispositivo no útero e libera continuamente uma pequena quantidade do hormônio levonorgestrel. O levonorgestrel é uma forma sintética de progesterona, um hormônio naturalmente produzido pelo corpo. Quando liberado pelo Mirena, ele tem vários efeitos contraceptivos.

Uma das vantagens do Mirena é sua longa duração. Dependendo do modelo, ele pode oferecer proteção contraceptiva por até 5 anos, tornando-o uma opção conveniente para muitas mulheres. Além disso, algumas mulheres relatam uma redução significativa nas cólicas menstruais e no fluxo menstrual após a inserção do Mirena, o que pode ser um benefício adicional para aquelas que sofrem de períodos dolorosos ou intensos.

Kyleena

Assim como o Mirena, o Kyleena é um dispositivo intrauterino que libera o hormônio levonorgestrel no útero para prevenir a gravidez.

No entanto, o Kyleena é um pouco menor do que o Mirena e contém uma quantidade um pouco menor de hormônio. Isso pode torná-lo uma opção mais adequada para mulheres que têm um útero menor ou que preferem uma menor quantidade de hormônios em seu sistema.

Além de sua eficácia contraceptiva, o Kyleena também pode ter outros benefícios, como a redução do fluxo menstrual e das cólicas menstruais em algumas mulheres. No entanto, assim como acontece com qualquer método contraceptivo, o Kyleena pode estar associado a alguns efeitos colaterais, como cólicas, sangramento irregular e dores de cabeça.

Na imagem abaixo, é possível observar as principais diferenças entre os dispositivos:

As principais diferenças entre os DIUs Mirena e Kyleena.

Fonte: solmedicamentosespeciais.com

Procedimento para colocação do dispositivo intrauterino

Insere-se o dispositivo intrauterino (DIU) em qualquer fase do ciclo menstrual, desde que a mulher não tenha tido relações sexuais sem proteção desde o início do último período menstrual. No entanto, se houve relações sexuais sem proteção, é recomendável fazer um teste de gravidez antes da colocação do DIU.

Antes do procedimento, o médico fará uma avaliação da saúde da paciente, incluindo um exame pélvico para determinar a posição do útero. A paciente também pode ser aconselhada a tomar analgésicos ou anti-inflamatórios antes do procedimento para ajudar a reduzir qualquer desconforto.

Antes da inserção, deve-se limpar a área ao redor do colo do útero com uma solução antisséptica para reduzir o risco de infecção. Em alguns casos, utiliza-se um dilatador cervical para dilatar levemente o colo do útero e facilitar a inserção do DIU. Insere-se o DIU através de um aplicador especial diretamente no útero.

Após a inserção, o médico verificará se o DIU está corretamente posicionado no útero usando um ultrassom ou exame manual. Isso é importante para garantir a eficácia do DIU e reduzir o risco de complicações. Em algumas pacientes que solicitem, é possível fazer a inserção do DIU no centro cirúrgico, com sedação.

Quando está indicado retirar o DIU?

Indica-se a retirada do DIU em diversas situações.

Fim do período de eficácia

Os DIUs têm uma duração de eficácia específica, após a qual devem ser substituídos para garantir a continuidade da proteção contraceptiva. Por exemplo, os DIUs de cobre geralmente duram até 10 anos, enquanto os DIUs hormonais podem durar de 3 a 5 anos, dependendo do modelo. Portanto, é necessário retirar o DIU quando ele atingir o fim de sua vida útil.

Desejo de gravidez

Se uma mulher decidir que deseja engravidar, deve-se remover o DIU antes de tentar conceber. A remoção do dispositivo intrauterino geralmente não afeta a fertilidade e a mulher pode engravidar após sua retirada.

Efeitos colaterais intoleráveis

Algumas mulheres podem experimentar efeitos colaterais indesejados com o uso do DIU, como cólicas intensas, sangramento irregular, dor durante o sexo ou outros sintomas. Se esses efeitos colaterais forem intoleráveis ​​ou impactarem significativamente a qualidade de vida da paciente, pode-se recomendar a remoção do dispositivo.

Complicações

Embora sejam raras, podem ocorrer complicações associadas ao DIU, como perfuração uterina, expulsão do DIU do útero, infecção uterina ou gravidez ectópica.

Em tais casos, a remoção do DIU pode ser necessária para tratar a complicação ou prevenir danos adicionais.

Mudança de método contraceptivo

Se uma mulher decidir mudar para um método contraceptivo diferente, deve-se remover o DIU para permitir a transição para o novo método escolhido.

Como o DIU é retirado?

Pode-se realizar a retirada do dispositivo intrauterino no consultório médico ou, em casos específicos, em um ambiente cirúrgico.

Retirada no consultório médico

Deve-se posicionar a paciente na mesa de exame ginecológico, similar à posição durante um exame pélvico de rotina. Em seguida, o médico localiza os fios do DIU usando uma pinça especial. Esses fios ficam na parte externa do colo do útero e servem como uma maneira de remover o dispositivo.

Assim, após localizar, o médico puxa suavemente os fios do DIU com uma pinça e retira-se do útero com um movimento lento e cuidadoso. A paciente pode referir uma sensação semelhante à de uma cólica menstrual, sendo geralmente bem tolerada pela maioria das mulheres.

Dessa forma, após a retirada do DIU, o médico pode verificar visualmente se o dispositivo está intacto e se não há sinais de danos. Em alguns casos, um ultrassom pode ser usado para confirmar a remoção completa do DIU.

Retirada em um ambiente cirúrgico

Em situações mais complexas, como quando o DIU está localizado de forma difícil ou quando há complicações, a retirada do dispositivo pode exigir um procedimento cirúrgico mais invasivo. Isso pode incluir uma histeroscopia, em que um pequeno tubo com uma câmera na ponta é inserido através do colo do útero para visualizar o interior do útero. Então remove-se o dispositivo usando um instrumentos cirúrgicos.

Em casos raros de perfuração uterina ou se o DIU estiver localizado fora do útero, pode ser necessária uma cirurgia laparoscópica. Isso envolve fazer pequenas incisões na região abdominal para acessar o útero e remover o DIU.

Cuidados com paciente após a retirado do dispositivo intrauterino

Após a remoção, é aconselhável que a paciente descanse por um curto período de tempo. Isso pode ajudar a reduzir qualquer desconforto leve que possa ocorrer após o procedimento.

Assim, nos dias seguintes à remoção do DIU, a paciente deve evitar atividades físicas extenuantes ou exercícios vigorosos. Isso pode ajudar a prevenir sangramento excessivo ou desconforto. Além disso, a paciente deve estar atenta a qualquer sintoma incomum após a retirada do DIU, como:

  • Dor abdominal intensa
  • Sangramento vaginal excessivo
  • Febre ou corrimento vaginal com odor desagradável.

Se ocorrerem esses sintomas, a paciente deve entrar em contato com seu médico imediatamente.

Veja também:

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Conhecer os métodos contraceptivos de longa duração (LARCs) é essencial, pois eles estão se tornando cada vez mais populares entre mulheres em idade reprodutiva. Esses métodos desempenham um papel importante no planejamento familiar, oferecendo uma opção eficaz e conveniente para evitar a gravidez.

Ao concluir o curso de Inserção de DIU e Implante Subdérmico, o aluno terá as habilidades necessárias para fornecer assistência abrangente em saúde reprodutiva. Ele estará capacitado a realizar a inserção de DIU de cobre e DIU medicado, bem como a inserção e retirada dos implantes subdérmicos. Além disso, estará apto a orientar as pacientes sobre a melhor opção de método contraceptivo de longa duração, levando em consideração suas necessidades individuais e preferências.

Referências

  • SILVA, Ana Carolina Japur de Sá Rosa e. Conceito, epidemiologia e fisiopatologia aplicada à prática clínica. Femina, vol. 47, n. 9, p. 519-523, 2019.
  • Nelson A, Apter D, Hauck B, et al: Two low-dose levonorgestrel intrauterine contraceptive systems: a randomized controlled trial [published correction appears in Obstet Gynecol 123(5):1109, 2014]. Obstet Gynecol 122(6):1205-1213, 2013. doi:10.1097/AOG.0000000000000019
  • Jensen JT, Lukkari-Lax E, Schulze A, et al: Contraceptive efficacy and safety of the 52-mg levonorgestrel intrauterine system for up to 8 years: findings from the Mirena Extension Trial. Am J Obstet Gynecol 227(6):873.e1-873.e12, 2022. doi:10.1016/j.ajog.2022.09.

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Educa Cetrus Redator

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