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Você sabe como as alterações fibrocísticas da mama evoluem? Conheça essas classificações

Apresentamos as três principais formações, definidas conforme a 5ª Edição do BI-RADS

A mama apresenta inúmeros desafios no diagnóstico em busca do equilíbrio ideal entre identificar lesões malignas de forma precoce e não trazer angústia ao paciente no caso de alterações que são benignas. Todo conhecimento adquirido é sempre pautado nessa equação.

Portanto, trazemos um tema que aparenta ser bastante simples, sendo o achado mais frequente nos exames ultrassonográficos da mama, mas que acaba gerando muitas dúvidas na hora do laudo e diagnóstico.

As alterações fibrocísticas são resposta das unidades funcionais (ductos terminais intra e extralobulares) ao estrogênio. Tendo como efeito proliferação de fibroblastos, estimulação epitelial e hiperplasia lobular. Essa cascata de eventos acaba levando à formação de modificações que tem como expressão ecográfica uma variação de achados que vão desde os microcistos agrupados até cistos simples e complicados. Confira, a seguir como essas alterações evoluem, conhecendo cada etapa:

1. Microcistos agrupados

São a representação da alteração inicial da dilatação dos ácinos em um lóbulo. “A lesão consiste de um agrupamento de nódulos anecoicos, cada um medindo de 2 a 3 mm, entremeados por finas septações e nenhum componente sólido distinto”, define a 5ª Edição do BI-RADS®.

2. Cistos simples

É a evolução gradual do que se iniciou como microcistos agrupados. Os ácinos dilatados exercem pressão sobre o tecido conjuntivo especializado do lóbulo. Com o tempo, o tecido conjuntivo entre os ácinos se atrofia e eles perdem a sua individualidade, formando um espaço único que tem como representação ao ultrassom a imagem clássica anecoica, redonda ou oval, circunscrita com reforço acústico posterior.

3. Cisto complicado

Nada mais é do que o cisto de conteúdo composto de restos celulares, proteína, leucócitos e colesterol, oriundos da própria descamação da parede de células que o compõem. Ao contrário do que muitos pensam, não é um cisto simples que “complicou”.

Ao ultrassom, ele é uma imagem de contornos regulares, de espaço único, porém com ecogenicidade aumentada. Em alguns casos com presença de conteúdo móvel ao decúbito, formadora de nível.

O termo que a 5ª Edição do BI-RADS® trouxe é para contrapor ao termo simples. Ele pode ter várias apresentações, desde preenchimento parcial do conteúdo, formando nível, até completar todo o seu interior.

3 Replies to “Alterações fibrocísticas da mama: como elas evoluem”

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