O bloqueio do plexo braquial guiado por ultrassom é uma técnica de anestesia regional que permite anestesia cirúrgica e analgesia pós-operatória para procedimentos no membro superior.
De forma prática, o bloqueio interescalênico é o mais indicado para cirurgias do ombro, o supraclavicular oferece anestesia rápida e abrangente do membro superior, e o infraclavicular costuma ser preferido quando se deseja manter cateter contínuo e reduzir o impacto respiratório.
Com a ultrassonografia, o anestesiologista consegue visualizar o plexo braquial, guiar a agulha em tempo real e acompanhar a distribuição do anestésico local, tornando o procedimento mais preciso e seguro. Isso reduz complicações, melhora a qualidade do bloqueio e amplia as possibilidades de tratamento, inclusive em pacientes com maior risco clínico.
O que é o bloqueio do plexo braquial guiado por ultrassom e para que serve
O bloqueio do plexo braquial é uma técnica de anestesia regional utilizada para controlar a dor e permitir cirurgias no ombro, braço, antebraço e mão. Em vez de anestesiar o corpo todo, o anestesiologista age diretamente nos nervos responsáveis pela sensibilidade e pelo movimento do membro superior.
Quando o procedimento é realizado com auxílio do ultrassom, ele se torna muito mais preciso e seguro. Isso porque o médico consegue visualizar em tempo real os nervos, os vasos sanguíneos, a pleura e os músculos ao redor, guiando a agulha com maior confiança e acompanhando a dispersão do anestésico local. Isso aumenta a qualidade do bloqueio e reduz o risco de complicações.
Na prática, o objetivo principal é oferecer anestesia para a cirurgia e proporcionar um pós-operatório mais confortável, com menos dor e menor necessidade de opioides. Em alguns casos, é possível deixar um cateter próximo aos nervos para manter a analgesia por horas ou até dias, favorecendo a recuperação e o início mais precoce da reabilitação.
Indicações principais
As indicações mais comuns incluem, por exemplo:
- Cirurgias do ombro, como artroscopia, prótese e reparo do manguito rotador;
- Fraturas de úmero, cotovelo, rádio e ulna;
- Cirurgias de punho e mão, incluindo tenossinovites, síndrome do túnel do carpo e amputações;
- Fístulas arteriovenosas para hemodiálise;
- Retirada de tumores e reconstruções complexas;
- Controle da dor após cirurgias de grande porte;
- Pacientes com contraindicação relativa a anestesia geral, como doença pulmonar avançada ou risco cardiovascular elevado.
O bloqueio pode ser usado como técnica isolada ou combinada com sedação ou anestesia geral, dependendo da extensão do procedimento e das condições clínicas.
Como é a anatomia do plexo braquial na ultrassonografia
Para realizar o bloqueio do plexo braquial com segurança, o anestesiologista precisa reconhecer como os nervos aparecem no ultrassom ao longo do seu trajeto pelo pescoço, clavícula e axila. O plexo braquial é formado pelas raízes de C5 a T1, que se organizam em troncos, divisões, cordões e, por fim, nos nervos que chegam ao membro superior.
Com o ultrassom, essas estruturas podem ser vistas em tempo real. Os nervos costumam aparecer como imagens mais escuras (hipoecoicas) com pequenos pontos brilhantes no interior, lembrando um favo de mel. As artérias têm paredes finas e mostram pulsação evidente, enquanto as veias tendem a colabar quando o transdutor faz leve pressão. A pleura surge como uma linha brilhante e móvel, e a primeira costela produz uma sombra acústica característica.
O que muda em cada abordagem?
Na abordagem interescalênica, o exame é feito na região lateral do pescoço, geralmente na altura do processo cricoide. As raízes e os troncos do plexo aparecem entre os músculos escaleno anterior e médio, como pequenos círculos hipoecoicos alinhados. Essa é a região mais utilizada para cirurgias do ombro.
Na abordagem supraclavicular, os troncos e divisões ficam agrupados lateralmente à artéria subclávia. No ultrassom, o plexo costuma formar um aglomerado compacto, frequentemente comparado a um cacho de uvas. É uma das abordagens que oferece bloqueio mais completo do membro superior.
Já na abordagem infraclavicular, os cordões do plexo são vistos ao redor da artéria axilar, em um plano mais profundo, sob o músculo peitoral menor. Essa referência muscular ajuda bastante na orientação do procedimento, especialmente quando se planeja analgesia contínua com cateter.
Mais do que decorar imagens, o essencial é desenvolver familiaridade com essa sonoanatomia. Quando os nervos, vasos ou a pleura não são identificados com clareza, o mais seguro é interromper o avanço da agulha e reposicionar o transdutor. Essa atenção aos detalhes é o que transforma o ultrassom em uma ferramenta capaz de tornar o bloqueio mais preciso, mais eficaz e muito mais seguro para o paciente.
Como o ultrassom aumenta a segurança do procedimento
O ultrassom transformou a anestesia regional ao permitir visualização em tempo real da agulha, do anestésico e das estruturas adjacentes.
Na prática, essa visualização traz vantagens importantes, que incluem:
- Redução da punção vascular acidental;
- Menor risco de punção pleural na abordagem supraclavicular;
- Identificação precoce da dispersão do anestésico local;
- Possibilidade de ajustar a posição da agulha antes da injeção;
- Redução do volume de anestésico necessário;
- Menor incidência de lesão nervosa por injeção intraneural;
- Maior conforto para o paciente, com menos tentativas de punção.
A abordagem em plano, com visualização contínua da ponta da agulha, é a mais recomendada. Além disso, o uso de hidrodissecção com soro fisiológico ou glicose a 5% também ajuda a afastar estruturas e confirma a posição da ponta antes da injeção do anestésico.
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Quais são as principais abordagens do plexo braquial guiado por ultrassom
Na prática da anestesia regional, não existe uma única abordagem ideal para todos os pacientes. A escolha entre as vias interescalênica, supraclavicular e infraclavicular depende principalmente da região que será operada, da necessidade de analgesia prolongada, das condições respiratórias do paciente e da experiência do anestesiologista.
Bloqueio interescalênico guiado por ultrassom
O bloqueio interescalênico é a técnica de escolha para cirurgias do ombro e da região proximal do úmero. Ele atua principalmente sobre as raízes de C5 a C7, responsáveis pela maior parte da inervação dessa região.
Vantagens
- Excelente controle da dor em cirurgias do ombro;
- Necessita de menor volume de anestésico, geralmente entre 10 e 15 mL.
- Baixo risco de pneumotórax;
- Fácil visualização das raízes entre os escalenos.
Limitações e riscos
- Bloqueio incompleto do cotovelo, antebraço e mão;
- Risco de paralisia do nervo frênico;
- Contraindicação relativa em pacientes com doença pulmonar grave ou frênico contralateral comprometido;
- Risco de síndrome de Horner, disfonia e disfagia por disseminação do anestésico;
- Risco de punção vascular, especialmente da artéria vertebral e da artéria subclávia;
- Risco de injeção epidural ou intratecal, embora raro.
A ultrassonografia reduz a paralisia frênica quando volumes baixos são injetados lateralmente às raízes, mas não a elimina completamente.
Bloqueio supraclavicular guiado por ultrassom
O bloqueio supraclavicular é indicado para cirurgias do braço, cotovelo, antebraço e mão. Por ser realizado no nível dos troncos e divisões, produz bloqueio de início rápido.
Vantagens
- Anestesia completa do membro superior com volume de 15 a 20 mL;
- Início de ação rápido;
- Alta taxa de sucesso;
- Boa opção para procedimentos longos, com possibilidade de cateter.
Limitações e riscos
- Risco de pneumotórax, embora menor quando guiado por ultrassom;
- Risco de punção da artéria subclávia;
- Risco de bloqueio do nervo frênico, com menor incidência que na via interescalênica;
- Síndrome de Horner ocasional;
- Dificuldade técnica em pacientes obesos ou com anatomia alterada.
Bloqueio infraclavicular guiado por ultrassom
O bloqueio infraclavicular é indicado para cirurgias do braço, cotovelo, antebraço e mão, especialmente quando se deseja manter o cateter perineural em região de menor mobilidade e menos exposta a contaminação.
Vantagens
- Menor risco de pneumotórax;
- Bloqueio dos cordões do plexo, com cobertura completa do membro superior;
- Localização profunda, com menos risco de deslocamento do cateter;
- Possibilidade de manter o bloqueio por vários dias;
- Menor incidência de paralisia frênica.
Limitações e riscos
- Requer maior proficiência técnica para visualizar os cordões ao redor da artéria axilar;
- Desconforto durante a punção pela profundidade do trajeto;
- Risco de punção da artéria axilar ou das veias adjacentes;
- Risco de lesão do cordão nervoso por injeção intraneural;
- Início de ação um pouco mais lento que na via supraclavicular.
Comparação entre as abordagens do plexo braquial
A tabela a seguir resume os principais critérios de decisão entre as três técnicas.
| Critério | Interescalênica | Supraclavicular | Infraclavicular |
|---|---|---|---|
| Principal indicação | Ombro e úmero proximal | Braço, cotovelo, antebraço e mão | Braço, cotovelo, antebraço e mão |
| Área bloqueada | C5 a C7 predominante | Plexo completo | Plexo completo |
| Volume típico de anestésico | 10 a 15 mL | 15 a 20 mL | 20 a 30 mL |
| Início de ação | Rápido | Muito rápido | Moderado |
| Risco de pneumotórax | Muito baixo | Baixo, exige cuidado com pleura | Muito baixo |
| Paralisia frênica | Frequente | Ocasional | Rara |
| Facilidade técnica | Moderada | Alta com ultrassom | Exige experiência |
| Uso de cateter | Possível, porém com mobilidade limitada | Possível | Muito adequado |
Quando indicar cada abordagem na prática clínica
Na rotina da anestesia regional, a escolha da melhor abordagem do plexo braquial deve considerar qual região será operada, como está a função respiratória do paciente e qual é o plano de controle da dor no pós-operatório.
Cirurgias do ombro
Para cirurgias do ombro, como artroscopia, prótese ou reparo do manguito rotador, o bloqueio interescalênico é a técnica mais utilizada.
Ele proporciona boa anestesia da região do ombro e costuma oferecer excelente analgesia por várias horas após a cirurgia. Em muitos pacientes, pode até reduzir a necessidade de anestesia geral.
Por outro lado, em pessoas com DPOC, apneia obstrutiva do sono grave, obesidade com hipoventilação ou comprometimento do nervo frênico contralateral, é necessário ter cautela. Nesses casos, volumes menores de anestésico e técnicas com menor impacto respiratório podem ser mais apropriados.
Cirurgias do braço, cotovelo, antebraço e mão
Quando a cirurgia envolve braço, cotovelo, antebraço ou mão, o bloqueio supraclavicular costuma ser a escolha mais frequente. Ele oferece início rápido, bloqueio eficiente e alta taxa de sucesso, sendo muito útil em procedimentos ortopédicos e traumatológicos.
Já o bloqueio infraclavicular ganha vantagem quando se deseja manter um cateter contínuo para analgesia prolongada, especialmente em cirurgias com dor intensa no pós-operatório, como próteses de cotovelo, reconstruções complexas e grandes traumas, por exemplo.
Pacientes com contraindicação a anestesia geral
Em pacientes com alto risco para anestesia geral, o bloqueio do plexo braquial pode ser utilizado como técnica principal, desde que a área cirúrgica esteja adequadamente coberta.
Nessa situação, a via infraclavicular costuma ser particularmente interessante por apresentar menor risco de comprometimento respiratório e boa tolerabilidade.
Pacientes anticoagulados ou com coagulopatia
O bloqueio do plexo braquial é considerado um procedimento de risco intermediário para sangramento. Assim, a decisão deve seguir as recomendações de sociedades de anestesia regional quanto ao intervalo entre a última dose do anticoagulante e a punção.
Nesses casos, o ultrassom reduz o risco de punção vascular, mas não elimina completamente a possibilidade de hematoma compressivo.
Riscos e contraindicações do bloqueio do plexo braquial
Apesar de ser uma técnica muito segura quando bem executada, o bloqueio do plexo braquial pode apresentar complicações que precisam ser conhecidas e prevenidas.
Os riscos mais relevantes incluem:
- Punção vascular e formação de hematoma;
- Pneumotórax, principalmente na via supraclavicular;
- Bloqueio do nervo frênico com desconforto respiratório;
- Síndrome de Horner, disfonia e disfagia;
- Injeção intraneural com possível lesão nervosa;
- Neuropatia por tração ou compressão durante a cirurgia;
- Toxicidade sistêmica do anestésico local;
- Infecção no sítio de punção, mais comum com cateter prolongado.
As contraindicações absolutas são poucas: infecção no local da punção, alergia a anestésicos locais do grupo amida e recusa do paciente. A coagulopatia grave é contraindicação relativa, assim como doença pulmonar avançada na abordagem interescalênica.
Como prevenir complicações
A prevenção começa com a avaliação pré-anestésica detalhada, incluindo função respiratória, uso de anticoagulantes e presença de neuropatia prévia. Assim, durante o procedimento, as boas práticas incluem:
- Usar transdutor de alta frequência, entre 10 e 15 MHz;
- Identificar todas as estruturas antes de avançar a agulha;
- Usar agulha isolada com bisel curto;
- Manter a ponta da agulha sempre visível em plano;
- Injetar em pequenas alíquotas, aspirando antes de cada injeção;
- Interromper a injeção se houver dor, parestesia ou resistência elevada;
- Observar a dispersão do anestésico em tempo real;
- Monitorizar o paciente após o bloqueio para sinais de toxicidade.
Erros comuns em bloqueios guiados por ultrassom
O ultrassom tornou o bloqueio do plexo braquial muito mais seguro, mas ele não substitui a avaliação clínica e a atenção do anestesiologista.
Mesmo com a visualização em tempo real das estruturas, alguns erros ainda podem ocorrer, especialmente quando não há uma rotina técnica bem estabelecida ou quando detalhes importantes passam despercebidos.
Identificação inadequada da agulha
A ponta da agulha pode não estar visível mesmo com a haste aparente. Isso ocorre quando o ângulo de incidência é muito agudo ou a agulha sai do plano. Nesse cenário, injetar sem visualizar a ponta é um erro grave e, por isso, recomenda-se reposicionar o transdutor ou a agulha até confirmar a posição.
Confusão entre veia e artéria
As veias colabam com pressão do transdutor, enquanto as artérias mantêm a forma e apresentam pulsação. Nesses casos, o Doppler colorido pode ajudar quando houver dúvida.
Interpretação incorreta da pleura e da primeira costela
Na via supraclavicular, a ponta da agulha deve permanecer acima da primeira costela, pois avançar além dela aumenta o risco de atingir a pleura.
Injeção intraneural
A dor ou parestesia durante a injeção é sinal de alerta para posicionamento intraneural. Quando isso acontece, o procedimento deve ser interrompido e a posição da agulha reavaliada antes de prosseguir.
Volume excessivo de anestésico
Volumes altos não melhoram a qualidade do bloqueio e aumentam o risco de complicações. Com o uso do ultrassom, é possível obter bloqueios com volumes menores, reduzindo o risco de toxicidade e de bloqueio frênico.
Falta de acompanhamento pós-operatório
O bloqueio pode mascarar sinais de síndrome compartimental ou de lesão nervosa isquêmica. Portanto, o paciente deve ser orientado sobre o que esperar e quando procurar assistência.
O que dizem as evidências e as recomendações atuais
As diretrizes de anestesia regional baseiam-se em metanálises e ensaios clínicos que comparam as abordagens guiadas por ultrassom com as técnicas por neuroestimulação.
Evidências sobre a superioridade do ultrassom
Estudos demonstram que o ultrassom aumenta a taxa de sucesso, reduz o número de punções e diminui o tempo de realização do bloqueio. Além disso, a incidência de punção vascular e de parestesia também é menor. Na via supraclavicular, o risco de pneumotórax caiu de forma expressiva desde o uso rotineiro do ultrassom.
Evidências sobre volumes e concentrações
Pesquisas recentes indicam que volumes de 10 mL são suficientes para a abordagem interescalênica na maioria dos pacientes. Entretanto, na via supraclavicular, são necessários volumes de 15 a 20 mL para produzir bloqueio completo sem aumentar complicações.
Ademais, o uso de adjuvantes como dexametasona ou dexmedetomidina prolonga a analgesia, mas a segurança a longo prazo ainda é tema de estudo.
Recomendações de sociedades médicas
A American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine (ASRA) e a European Society of Regional Anaesthesia and Pain Therapy (ESRA) recomendam o uso do ultrassom como padrão para a maioria dos bloqueios de membro superior. Além disso, reforçam cuidados específicos em pacientes anticoagulados e na prevenção da toxicidade sistêmica.
Boas práticas clínicas para o bloqueio do plexo braquial
A adoção de um protocolo padronizado reduz a variação entre operadores e melhora os desfechos. Portanto, algumas boas práticas são:
- Realizar o bloqueio em sala com monitorização completa e acesso venoso;
- Usar sedação leve para conforto, sem abolir a capacidade de resposta do paciente;
- Posicionar o paciente de forma adequada, com o membro acessível e o transdutor em posição ergonômica;
- Utilizar antissepsia rigorosa, incluindo clorexidina alcoólica e campo estéril;
- Manter o transdutor protegido com capa estéril e gel estéril;
- Registrar a técnica, o volume e a concentração de anestésico no prontuário;
- Avaliar a extensão do bloqueio antes do início da cirurgia;
- Prescrever analgesia de resgate para evitar dor após o término do bloqueio;
- Orientar o paciente sobre o tempo de duração do bloqueio e os sinais que exigem contato com a equipe.
Por que dominar o bloqueio do plexo braquial exige treinamento estruturado
Saber anatomia e reconhecer imagens no ultrassom é apenas o começo, visto que o bloqueio do plexo braquial exige coordenação motora fina, raciocínio espacial em tempo real e capacidade de adaptação a variações anatômicas.
Essas habilidades são desenvolvidas com prática supervisionada, simulação, repetição de procedimentos, feedback de preceptores experientes. Nesse contexto, o treinamento formal evita a repetição de erros técnicos e prepara o anestesiologista para situações mais complexas, como obesidade, trauma, anatomia alterada e bloqueios contínuos.
Portanto, mais do que dominar uma técnica, o objetivo é transformar o bloqueio do plexo braquial em uma ferramenta previsível e capaz de melhorar de forma concreta a recuperação e o conforto do paciente.
Pontos-chave
- O bloqueio do plexo braquial guiado por ultrassom é indicado para cirurgias do ombro, braço, antebraço e mão, com alta taxa de sucesso e menor incidência de complicações.
- A abordagem interescalênica é a melhor opção para o ombro, porém apresenta risco relevante de paralisia do nervo frênico.
- A via supraclavicular oferece bloqueio rápido e completo do membro superior, entretanto, é necessário ter cuidado para evitar punção pleural.
- A via infraclavicular é a mais adequada para cateter contínuo e tem menor impacto respiratório.
- A ultrassonografia permite reduzir volumes de anestésico, identificar vasos e pleura, e ajustar a posição da agulha antes da injeção.
- A identificação da ponta da agulha e a observação da dispersão do anestésico são obrigatórias em todas as abordagens.
- Pacientes com doença pulmonar grave exigem cautela na via interescalênica e preferência por técnicas com menor efeito no frênico.
- O domínio seguro da técnica exige treinamento, prática supervisionada e atualização contínua com base em evidências e diretrizes de sociedades médicas.
Transforme o ultrassom em um diferencial na anestesiologia
O bloqueio do plexo braquial guiado por ultrassom exige muito mais do que conhecer a anatomia. A segurança do paciente depende da capacidade de interpretar imagens, controlar a agulha com precisão e tomar decisões rápidas diante de variações anatômicas e situações clínicas complexas.
A Pós-Graduação em Ultrassonografia Aplicada à Anestesiologia do Cetrus foi desenvolvida para acelerar essa curva de aprendizado, unindo base científica, treinamento prático e supervisão de especialistas experientes.
Referências
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- Horlocker TT, Wedel DJ, Benzon H, Brown DL, Enneking FK, Heit JA, et al. Regional anesthesia in the patient receiving antithrombotic or thrombolytic therapy: American Society of Regional Anesthesia and Pain Medicine evidence-based guidelines (4th edition). Reg Anesth Pain Med. 2018.
- Hansen JT, Koop B. Netter anatomia clínica. 3rd ed. Rio de Janeiro: Elsevier; 2015.
- Schafhalter-Zoppoth I, Graf BM. Ultrasound-guided blocks of the brachial plexus. In: Hadzic A, editor. Hadzic’s textbook of regional anesthesia and acute pain management. 2nd ed. New York: McGraw-Hill; 2017.





