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Gordura no fígado não relacionada ao álcool pode evoluir para quadros mais graves

Incentivar mudanças no estilo de vida é fundamental para saúde desses pacientes

Ilustração destacando fígado humano
A doença hepática gordurosa não-alcóolica é um quadro normalmente descoberto em exames de rotina e que costuma ser benigno

De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia1, doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA) é um quadro no qual ocorre excessivo acúmulo de triglicerídeos no fígado — normalmente não associada diretamente à bebida alcoólica. O achado isolado da gordura no fígado é benigno, mas é considerado preocupante por poder evoluir para formas inflamatórias fibrosantes, cirrose hepática ou até mesmo carcinoma hepatocelular (CHC).

Quando suspeitar e investigar

Normalmente o quadro de doença hepática gordurosa não-alcoólica não apresenta sintomas. Quando presentes, são:

  • Fadiga;
  • Dor e desconforto na parte superior do abdômen.

No entanto, os pacientes em grupos de risco necessitam ser monitorados, devido a maior prevalência da doença. Os principais grupos de risco são:

  • Diabetes: estima-se que 70% dos pacientes são acometidos
  • Obesidade: principalmente com IMC maior do que 35 e com concentração de gordura abdominal;
  • Resistência à insulina;
  • Taxas altas de triglicérides ou colesterol;
  • Síndrome do ovário policístico (que normalmente cursa com resistência à insulina).
Diagnóstico da doença hepática gordurosa não alcoólica

Normalmente a DHGNA é descoberta por acaso na investigação de outras doenças. Ela é diagnostica em exames de imagem como a ultrassonografia (US) de abdômen. Outros exames de imagem podem ser utilizados para complementar a propedêutica como:

A biopsia hepática é considerada o exame padrão ouro na identificação do quadro de DHGNA, mas, por ser um método altamente invasivo e com taxas de complicações associadas, deve ser utilizada apenas em casos selecionados.

Evolução da doença hepática gordurosa não alcoólica

A DHGNA apresenta os seguintes estágios:

  1. Esteatose simples: acúmulo de caráter benigno de gordura no fígado;
  2. Esteatohepatite não alcoólica: forma mais grave da doença associada a processo inflamatório;
  3. Fibrose: a inflamação persistente que acarreta a progressão para formação  de tecido cicatricial ao redor do parênquima hepática e seus vasos sanguíneos;
  4. Cirrose: nesse estágio, que ocorre anos após o início da inflamação, pode culminar com insuficiência hepática e evoluir para câncer no fígado.
Tratamentos

Quando a DHGNA está em sua fase inicial, a principal medida para tratar o quadro é uma mudança significativa no estilo de vida, com alterações na dieta e adoção de exercícios físicos. A necessidade de perda de peso ira depender do IMC de cada pacientes, mas a perda de 10% do peso é a mais indicada, mas com a redução de 3 a 5% já é possível notar melhora.

Pode ser necessário indicar o paciente para tratamentos de outras doenças de base, como hipertensão, diabetes, dislipidemia ou síndrome metabólica.

Já a formas mais graves da doença pedem diferentes tipos de tratamento, chegando à necessidade de transplante hepático nos casos de cirrose.

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Referências:
  1. Doença hepática gordurosa não-alcoólica. Sociedade Brasileira de Hepatologia. Disponível em: http://sbhepatologia.org.br/pdf/revista_monotematico_hepato.pdf. Consultado em: 18 de dezembro de 2020
  2. Non-alcoholic fatty liver disease (NAFLD). United Kingdom National Health Service, 2019. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/non-alcoholic-fatty-liver-disease/. Acesso em: 18 de dezembro de 2020

2 Replies to “Doença hepática gordurosa não alcoólica: como detectar”

  1. Telho muitos anjos tonturas dor no abdome bariga inchada boca amarga já fiz utrasom do abidome total e fui diagnosticado fígado gorduroso mais não me passaram nem um medicamento já fiz muitas dietas e não tá resolvendo nada tomo suco detox direto e me dá muita enfequicao de urina meu xixi tem cheiro de fósforo apagado por favor me ajude

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