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Pólipos uterinos acometem cerca de 40% das mulheres

Entenda seus principais sintomas e como diagnosticá-lo ao ultrassom

Pólipos são saliências sólidas no endométrio de tamanho variável, em geral de 0,5 a 3,0 centímetros e podem ser solitários ou múltiplos. A causa de seu aparecimento parece estar ligada a fatores hormonais e genéticos, mas podem ocorrer como consequência de inflamação, trauma ou gestação.

A localização dos pólipos pode ser em altura de fundo, corpo, sendo comum em região endocervical. São encontrados em aproximadamente 4% das mulheres e ocorrem com maior frequência na perimenopausa e em multíparas entre 30 e 50 anos.

VÍDEO: 5 motivos para implementar a histeroscopia no seu consultório

Sintomas de pólipos

Os pólipos são quase sempre benignos e na maior parte das vezes são assintomáticos. Os sintomáticos podem causar:

  • Metrorragia;
  • Sangramento pós-coital;
  • Hipermenorréia;
  • Sangramentos após a menopausa;
  • Corrimento vaginal.

Embora menos frequente, ocorre também de pólipos grandes saírem pelo canal do colo uterino e ficarem “estrangulados”, prejudicando sua circulação podendo ocasionar necrose.

Evolução e manejo

Algumas vezes, a presença de pólipos está associada com a proliferação (hiperplasia) do endométrio, que é relacionada ao câncer endometrial. Mas, quando não há hiperplasia, o pólipo raramente pode dar origem ao câncer.

Em caso de detecção de pólipos uterinos, o mais indicado é seguir o acompanhamento. Caso opte-se pela remoção, é importante determinar a origem exata do pedículo do pólipo, evitando hemorregias graves. A histeroscopia cirúrgica ambulatorial é uma ótima técnica para remoção de pólipos de 2 a 3 cm.

O que observar ao ultrassom

Durante o US, o pólipo apresenta as seguintes características:

  • Imagem alongada
  • Visualizada tanto no transverso quanto no longitudinal;
  • Geralmente é hiperecogênica, por isso costuma ser melhor visualizada na primeira fase do ciclo menstrual;
  • O estudo Doppler traz informações importantes, com presença de pedículo vascular.

Tem como principal diagnóstico diferencial o mioma submucoso, entretanto a lesão citada tende a ser, na maioria das vezes, hipoecogênica.

20 Replies to “Pólipo endocervical: sintomas e como diagnosticar”

  1. Fiz o procedimento de retirada de pólipo endocervical, na minha primeira consulta com a médica especializada, foi super rápido sem dor alguma. Na maioria das vezes não aparece na transvaginal, foi na consulta que fui diagnosticada com o pólipo, e a doutora fez a remoção, fiz a biópsia e deu tudo certo.

  2. Tenho pólipo endocervical e não tenho condições de fazer a cirurgia pós e carro de mas . Mas com os estudos que li tô menos preocupada pos eu já achava que era um câncer .tava preocupada

  3. Ola Cetrus! Estão de parabens, espero mais casos relacionados, assim ajuda-nos a revisar certos conteudos do dia a dia no consultorio medico.
    Gostei do caso clinico, principalmente das imagens ecograficas. Aqui em Moçambique, sangramento uterino anormal, é a queixa mais frequente referida pelas pacientes de todas faixas ectarias, em algum momento é dificil pensar no polipo endocervical, pior quando ao exame especular não é visivel. Além da histerossonografia que é invasivo, a ultrassonografia transvaginal, faz sim muita diferença para o diagnostico imagiologico dos polipos endocervical. Cetrus e colaboradores, parabens, aguardamos mais casos.

  4. Fui aluno Cetrus em vários cursos precencias! Todos os professores muito competentes e amigos. Só tenho que agradecer por me incluir nesse projeto da Cetrus! Abraços a todos da Cetrus ém especial ao mestres Dr. Cláudio e Dr. Zanforlin.

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