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Câncer de Ovário: A Importância
de Um Diagnóstico Precoce

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), para 2020, o câncer de ovário será o sétimo tumor maligno mais frequente em mulheres, com uma incidência estimada em 6650 novos casos por ano, representando cerca de 3% dos tumores malignos na mulher. Nota-se também o câncer de mama, sendo o mais frequente, e o câncer de colo do útero. Com isso, observamos que os cânceres ginecológicos representam cerca de 43% dos tumores malignos na mulher.

TABELA DE ESTIMATIVA DE CASOS DE CÂNCER EM MULHERES PARA 2020

Em grande parte dos casos, o câncer ovariano é diagnosticado apenas em estágios avançados, pois os sintomas costumam ser inespecíficos nas fases iniciais, não existindo método de rastreamento eficaz que reduz a mortalidade da doença.

A alta taxa de diagnóstico tardio causa impacto no resultado do tratamento, onde menos da metade das pacientes vive por mais de cinco anos após o diagnóstico. Comparativamente, quando a doença é identificada ainda restrita ao ovário, a sobrevida por mais de cinco anos sobe para 85-94%.

Entre os fatores de risco para câncer de ovário, destacam-se a nuliparidade, menopausa tardia, endometriose, mutações no gene BRCA1 e BRCA2 e Síndrome de Lynch.

Existem alguns fatores protetores, dentre eles destacam-se o uso de contraceptivos hormonais, ooforectomia e salpingectomia.

Abaixo podemos conhecer os tipos histológicos mais frequentes do câncer de ovário:



Os tumores epiteliais do ovário e tuba uterina são ainda subclassificados por graduação histológica, sendo assim divididos:

G1 – Tumor bem-diferenciado;

G2 – Tumor moderadamente diferenciado;

G3 – Tumor pouco diferenciado;

GX – Grau não pode ser avaliado.

Existem diversos fatores prognósticos para o tumor ovariano, os 3 principais são:

– Estadiamento da doença;

– Tipo histológico do tumor;

– Diâmetro máximo da doença residual após primeira cirurgia (citorredutora).

O tipo histológico do tumor é imutável, não podemos interferir, mas podemos influenciar o prognóstico auxiliando em um diagnóstico precoce.

Em um cenário que predomina uma doença com alta taxa de mortalidade quando detectada tardiamente, o médico radiologista ou ultrassonografista deve corretamente descrever e avaliar o risco de malignidade em pacientes que possuem achados de massas anexiais em seus exames. Isto deve ser feito seguindo os descritores do International Ovarian Tumor Analysis group (IOTA) e aplicando as regras para avaliação de risco de malignidade, evitando a utilização de termos genéricos como “cisto complexo”, desta forma, uniformizamos o laudo para que todos os médicos envolvidos nos cuidados da paciente possam compreender o exame da mesma maneira.

Aplique esses conhecimentos e possibilite diagnósticos e tratamentos mais precoces para suas pacientes.
Você pode aprender mais sobre o IOTA clicando aqui




Dr. João Pedro Magalhães Fernandes
Médico ultrassonografista geral;
Membro do Núcleo Técnico de Conteúdo do Cetrus.

Confira curriculum completo


Dr. José Alfredo Bersch
Médico ultrassonografista geral;
Membro do Núcleo Técnico de Conteúdo do Cetrus.

Confira curriculum completo

2 Replies to “Câncer de Ovário: A Importância de Um Diagnóstico Precoce”

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