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US transvaginal e a avaliação do posicionamento do DIU

Dor e excesso de sangramento são sintomas comuns em pacientes com DIU mal posicionado

Mal posicionamento de DIU

O dispositivo intrauterino (DIU) é o método contraceptivo reversível mais utilizado no mundo, estima-se que cerca de 150 milhões de mulheres o utilizam. A adoção do DIU se deve principalmente ao seu tempo de uso prolongado e taxas de falhas significativamente baixas. No entanto, se inserido de maneira inadequada, ocasiona a diminuição da eficácia do método, além de outros riscos à saúde da mulher.

Dispositivo intrauterino (DIU): bem posicionado x  mal posicionado

O dispositivo intrauterino (DIU) bem posicionado fica próximo ao fundo da cavidade uterina, com a haste vertical estendida em direção ao colo do útero e as hastes horizontais totalmente desdobradas ao longo da inserção, indo lateralmente em direção aos cornos uterinos.

Exemplo de DIU bem posicionado em avaliação ultrassonográfica:

DIU bem posicionado no Ultrassom

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Enquanto que o DIU mal posicionado se apresenta:

  • Pela expulsão parcial ou completa pelo orifício externo do colo;
  • Pela perfuração parcial ou completa da serosa uterina com a mudança do dispositivo para o espaço intraperitoneal;
  • Pelo deslocamento do posicionamento adequado, da região fúndica do útero para o segmento uterino inferior ou colo do útero (canal endocervical);
  • Pela penetração de uma parte das hastes horizontais ou vertical no miométrio sem penetração da serosa.

Os DIUs mal posicionados geralmente estão associados com quadros de dor e excesso de sangramento, embora haja pacientes que não apresentem sintomas.

DIU mal posicionado em exame de ultrassom:

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Avaliação de posicionamento de DIU com US transvaginal

No ultrassom transvaginal, o DIU com posicionamento adequado é visualizado pela haste longitudinal (identificada como uma estrutura ecogênica linear) centralmente localizada dentro da cavidade endometrial, com a barra transversal, quando há, na porção do fundo da cavidade endometrial.

No plano sagital, é fundamental investigar se o DIU está centrado na cavidade uterina e o canal endocervical está livre, enquanto que no plano transversal é preciso verificar se alguma parte do DIU está dentro do miométrio.

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Referências:

ALVES, Renata D. M. Santana. Influência do posicionamento do sistema intrauterino liberador de levonorgestrel no padrão de sangramento uterino. Salvador, BA. Dissertação de mestrado, Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública, 2019.

TEIXEIRA, Arildo C. et. al. Aspectos atuais da avaliação do dispositivo intrauterino (DIU) pelos métodos de imagem e suas principais intercorrências. Curtiba, PR. Brazilian Journal of Health Review, v.5, n.1, p.1536-1552 jan./feb. 2022.

HOLANDA, Antônio A. R. et. al. Controvérsias acerca do dispositivo intrauterino: uma revisão. Femina, v. 41, n.3, mai-jun/2013.

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