O que é PLGF e por que sua dosagem é tão importante?
O PLGF (Placental Growth Factor) é uma proteína da família VEGF produzida pelo trofoblasto que promove a angiogênese placentária. Na pré-eclâmpsia, a placentação deficiente resulta em:
- PLGF diminuído — menor produção pela placenta insuficiente.
- sFLT-1 elevado — sequestra o pouco PLGF circulante.
O PLGF é considerado o biomarcador bioquímico com maior poder discriminativo no rastreamento de PE no primeiro trimestre. Sua queda é detectável semanas antes dos sintomas clínicos, permitindo intervenção preventiva com aspirina.
Erros na dosagem que subestimem o PLGF geram falsos-positivos; superestimações geram falsos-negativos.
O PLGF é o biomarcador bioquímico com maior poder discriminativo para pré-eclâmpsia no primeiro trimestre.
PLGF diminuído é detectável semanas antes dos sintomas clínicos de PE, permitindo início de aspirina preventiva.
Que planilha a auditoria aceita?
Arquivo .xlsx ou .csv, com a primeira linha de cabeçalho. O arquivo é lido dentro do seu navegador, nenhum dado sai da sua máquina, e nada é gravado em servidor. Abaixo do campo a página lista as colunas aceitas e oferece uma planilha modelo para baixar.
A ferramenta aceita a coluna de MoM de PlGF que o laboratório já calculou (`plgf_mom` ou só `mom`). A dosagem bruta não é convertida, porque a mediana depende do analisador, do lote de reagente e do modelo de cada software. A idade gestacional é opcional e abre a tabela por semana.
O nome da coluna não precisa ser exato, a busca ignora acento, maiúscula e pontuação. Coluna que nomeia outro marcador nunca entra, então uma planilha com MoM de PAPP-A e de β-hCG lado a lado é auditada coluna por coluna. Colunas opcionais de examinador, data do exame e equipamento abrem a tabela por pessoa, a série por mês e os alertas. Vírgula e ponto decimal são aceitos. Linhas com valor ausente, não numérico, fora da janela ou com MoM abaixo de 0,1 ou acima de 10 são descartadas e contadas no resultado, com o motivo. O veredito pede ao menos 10 casos válidos.
A auditoria roda inteira no navegador, nenhum dado da planilha é enviado para servidor.
Como funciona a auditoria laboratorial de PLGF?
O processo é análogo à auditoria dos demais biomarcadores séricos.
- Dados de entrada, a planilha com o MoM do PlGF que o laboratório calculou com as medianas dele, e, se houver, IG, examinador, data e equipamento.
- Avaliação, a mediana dos MoM contra 0,90 a 1,10, com o IC 95% da mediana e o DP do log10 MoM.
- Relatório, o histograma da distribuição em escala logarítmica e as tabelas por equipamento e por mês.
Desvio da mediana abaixo de 1,0 sugere que as medianas do laboratório estão superestimadas ou que o ensaio está subquantificando. Desvio acima de 1,0 sugere medianas subestimadas.
PLGF baixo sempre indica pré-eclâmpsia?
Não. PLGF baixo (MoM < 1.0) é um fator de risco que aumenta a probabilidade de PE no modelo combinado, mas não é diagnóstico isoladamente. Outros fatores maternos e biomarcadores são integrados no cálculo. Causas de PLGF falsamente baixo incluem:
- Peso materno elevado — efeito de diluição (corrigido pelo MoM).
- Tabagismo — reduz PLGF independente de PE.
- Erro pré-analítico — hemólise da amostra pode degradar o PLGF.
- Drift analítico — equipamento descalibrado.
Por isso, a auditoria periódica é essencial para distinguir PLGF genuinamente baixo de artefato analítico.
Até onde vale este resultado?
Esta é uma ferramenta de conferência de distribuição, não a auditoria oficial de nenhuma certificação. O critério aplicado aparece junto do resultado, com os números que o sustentam, justamente para você julgar em vez de acreditar.
Para PlGF não existe cálculo próprio aqui. A mediana ajustada depende de calibração por lote de reagente e do modelo multivariado da FMF, que esta ferramenta não reproduz. Por isso a planilha precisa trazer o MoM que o seu laboratório já calculou.
Não há faixa de auditoria publicada específica para o PlGF, então a ferramenta aplica a de 0,90 a 1,10 dos marcadores do DQASS, por analogia. Também não há DP de referência, e por isso a proporção esperada nas caudas não é calculada. O PlGF varia muito entre plataformas, então separe por equipamento quando puder.
O veredito segue a regra das fontes de auditoria, a mediana pontual do MoM contra 0,90 a 1,10. Junto dela a ferramenta mostra o IC 95% da mediana, por estatística de ordem, e quantos casos seriam precisos para o IC caber inteiro na faixa num serviço sem viés. Com a dispersão real dos marcadores séricos esse número passa de algumas centenas, então um lote pequeno aprovado ou reprovado deve ser lido com cautela. A mesma regra é aplicada a cada examinador e cada equipamento. Com menos casos que o mínimo, examinador ou equipamento só vira alerta quando o IC 95% da mediana inteiro fica fora da faixa.
A mediana fora da faixa aponta erro sistemático. A dispersão alta com mediana correta aponta falta de padronização entre operadores. As duas coisas pedem ações diferentes.
Perguntas Frequentes
O que é PLGF e qual seu papel na pré-eclâmpsia?
PLGF (Placental Growth Factor) é uma proteína da família VEGF produzida pelo trofoblasto que promove a angiogênese placentária. Na pré-eclâmpsia, a placentação deficiente reduz a produção de PLGF, e o sFLT-1 elevado sequestra o pouco PLGF restante. PLGF baixo no primeiro trimestre (MoM < 1.0) é o biomarcador bioquímico com maior poder discriminativo para PE, detectável semanas antes dos sintomas.
PLGF baixo sempre indica pré-eclâmpsia?
Não. PLGF baixo aumenta a probabilidade de PE no modelo combinado, mas não é diagnóstico isoladamente. Fatores como peso materno elevado (efeito de diluição), tabagismo, hemólise da amostra e drift analítico podem causar PLGF falsamente baixo. O PLGF é integrado com PAM, UTPI e fatores maternos no cálculo de risco — nenhum biomarcador isolado confirma ou exclui PE.
Quais fatores pré-analíticos afetam a dosagem de PLGF?
Os principais fatores são: hemólise da amostra (pode degradar o PLGF), tempo entre coleta e centrifugação (ideal < 1 hora), temperatura de armazenamento (manter refrigerado se não processar imediatamente), e ciclos de congelamento-descongelamento (evitar mais de 2). Amostras lipêmicas ou ictéricas também podem interferir dependendo da plataforma analítica.
Qual a diferença entre usar PLGF no rastreamento vs. no diagnóstico de PE?
No rastreamento (1o trimestre), PLGF baixo é usado como fator de risco no modelo combinado para identificar gestantes que se beneficiariam de aspirina preventiva. No diagnóstico (2o-3o trimestre), a razão sFLT-1/PLGF é usada para predizer PE nas próximas 1-4 semanas em gestantes sintomáticas. São contextos diferentes com pontos de corte e plataformas que podem diferir.
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Referências científicas
- . Competing risks model in screening for preeclampsia. Am J Obstet Gynecol; 2015.
- . Down's syndrome screening Quality Assurance Support Service (DQASS), report of cycle 25, October 2018 to March 2019. Public Health England; 2019.
