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Disfunção erétil e doenças cardiovasculares: Doppler Peniano com Fármaco-Indução é exame inicial mais indicado para diagnóstico

Homens com mais de 65 anos diagnosticados com o problema parecem ter 80% mais risco de terem problemas cardiovasculares.

A disfunção erétil é um problema que se torna cada vez mais comum. “Uma pesquisa feita no início dos anos 2000 mostra que mais de 20 milhões dos homens acima de 18 anos relatam algum grau de disfunção erétil, da mais leve à mais severa”, explica o Dr. Fábio Boveri, médico ultrassonografista e coordenador do curso de Doppler Peniano com Fármaco-Indução do Cetrus.

O exame é usado justamente para a investigação desse quadro, que muitas vezes pode ser uma manifestação de problemas cardiovasculares mais sérios e ainda associados a hipertensão e diabetes. E engana-se quem pensa que só homens mais velhos apresentam disfunção erétil: uma grande causa deste problema é o diabetes sem acompanhamento, devido às alterações microvasculares causadas pelas altas taxas de glicose sérica. “Com isso, pensamos em homens mais novos que podem ter além de um fator psicológico muito frequente associado, como também diabetes e dislipidemias e, futuramente, desenvolverem algum grau preocupante de disfunção erétil”, ressalta Dr. Boveri.

Por isso é importante investigar a disfunção erétil com o Doppler Peniano. Conversamos mais com o Dr. Boveri sobre a técnica e especificidades desse estudo, confira a seguir:

Educa Cetrus: Quais as indicações para realização do exame de Doppler Peniano?

Dr. Fábio Boveri: A indicação é dada a partir do paciente que apresenta a queixa e sinais da disfunção erétil. Ele deve ser avaliado por um médico especialista ou urologista, capacitado na área para avaliar o paciente, diagnosticar o provável quadro e pensar na origem vascular do problema. O que visamos durante o exame é diferenciar a disfunção erétil de origem psicogênica de uma vascular.

Mas ele também é indicado para situações como doença de Peyronie, disfunção erétil pós-cirúrgica (como após a retirada da próstata ou transplante renal), além de pacientes refratários ao medicamento oral para disfunção erétil.

EC: Como funciona a técnica do exame? A que aspectos o médico deve estar atento?

FB: O exame é focado na utilização do ultrassom Doppler, após a injeção de um fármaco-indutor que vai estimular a ereção. O médico vai avaliar o fluxo arterial: se ele chega adequadamente à região peniana, se há bom fluxo por enchimento arterial e, se após esse enchimento, há algum escape por veias, que é uma das disfunções relacionadas ao quadro.

EC: O fato de o exame ter fármaco-indução pede cuidados específicos durante a realização do exame?

FB: O exame em si não tem contraindicações absolutas, colocamos apenas contraindicações relativas, que visam evitar riscos durante o exame, como o paciente que faz uso de anticoagulantes orais. Assim como pacientes com doenças cardiovasculares não controladas, fazendo pico hipertensivo, não são indicados, e nesses casos evitamos a realização do exame não devido ao fármaco-indutor, mas ao medicamento usado para possível reversão da ereção, caso seja necessário.

EC: Hoje, existem muitos médicos capacitados para a realização do Doppler peniano com fármaco-indução?

FB: É uma área que está em extrema expansão e nos últimos anos foram observados em estudos científicos a forte correlação de disfunção erétil a problemas cardiovasculares. Esse exame é realizado desde o início da década de 1980 e por duas décadas foi desacreditado, principalmente pelas limitações técnicas e introdução dos medicamentos orais para o tratamento da disfunção. A evolução da tecnologia dos aparelhos de ultrassom e dos estudos científicos em fármacos injetáveis indutores da ereção permitiram melhorar o diagnóstico.

Por isso é indicada a realização do Doppler, um diagnóstico rápido para avaliação inicial minimamente invasivo, possui maior vantagem comparado a outros métodos que usam radiação e contraste, além do maior custo.

EC: O médico precisa de alguma experiência prévia para fazer esse exame?

FB: Não, qualquer médico pode se capacitar para realizá-lo, não é necessário nenhum conhecimento prévio, inclusive do aparelho: tudo isso é abordado durante o nosso curso.

Quer saber mais sobre o tema? Conheça a programação do curso de Doppler Peniano com Fármaco-Indução do Cetrus

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