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Monitorização hemodimânica em pacientes críticos

Pacientes críticos em unidade de terapia intensiva (UTI) estão sempre sob o risco de alterações como a hipoperfusão tissular, que é quando o fluxo sanguíneo é inadequado para suprir as necessidades das células dos tecidos. Conhecido também como choque circulatório, o quadro pode ser detectado com uma monitorização hemodinâmica bem-feita e interpretada. Entenda melhor, a seguir, os aspectos envolvidos nessa técnica.

Pressão arterial

Em ambiente de UTI, a medição da pressão arterial é importante, sempre lembrando que pacientes com quadros de arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca grave e infarto agudo do miocárdio extenso, é comum a hipotensão, com pressão sistólica menos do que 90 mmHg ou pressão artéria média de 60 mmHg.

Para fazer essa aferição, existem dois métodos:

  • Cuff nos membros superiores: considerada invasiva;
  • Canulação de uma artéria: técnica menos invasiva.

Cateter de artéria pulmonar

Esse instrumento permite a aferição de parâmetros hemodinâmicos (como medidas diretas da pressão venosa central, da pressão da artéria pulmonar e da oclusão da artéria pulmonar), bem como oximétricos (tal qual a saturação venosa mista de oxigênio).

O cateter de artéria pulmonar é radiopaco e flexível, com um balão inflável pequeno em sua ponta e um termistor proximal, que mede a pressão do átrio direito. Há também um termistor distal, que mede a pressão da artéria e de sua oclusão. Sua introdução é feita por uma veia central (seja a jugular interna ou subclávia).

Pressão venosa central

A pressão venosa central costuma ser medida em pacientes críticos, mas de modo geral ela sozinha não é suficiente para trazer conclusões ao médico sobre o débito cardíaco.

Ecocardiografia

Esse método de imagem é muito útil para avaliar o paciente crítico, principalmente para detecção de situações como:

  • Débito cardíaco;
  • Derrame pericárdico;
  • Dissecção aórtica;
  • Embolia pulmonar;
  • Endocardite infecciosa;
  • Presença de isquemia;
  • Pressão do átrio direito, artéria pulmonar e de oclusão da artéria pulmonar;
  • Shunt intracardíaco;
  • Tamponamento cardíaco.

Medidas úteis para avaliar a perfusão tissular

Em uma UTI, também é importantíssimo avaliar alguns sinais relacionados a perfusão tecidual, como:

Capnometria tissular

Essa medida afere de forma indireta o fluxo sanguíneo, já que o CO2 (seja resultante do metabolismo aeróbio ou anaeróbio) se dissolve nos tecidos. Mas cuidado para não associá-la erroneamente ao acoplamento entre oferta e consumo de oxigênio!

Fluxo urinário

O rim é considerado um bom termômetro da adequação da perfusão! O fluxo urinário de 0,5 mL/kg/h é considerado adequado quando o paciente está em choque séptico e sepse.

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