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Médico Intensivista: conheça a carreira, rotina, especializações e mercado de trabalho

Foto de médico intensivista.

O médico intensivista é um profissional altamente capacitado e especializado em medicina intensiva, responsável por conduzir o tratamento de pacientes em estado crítico, principalmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). 

Este artigo oferece uma visão abrangente sobre essa especialidade médica de extrema importância para a medicina. Se você é um médico em busca de um desafio, prepare-se para explorar a rotina intensa e as oportunidades no mercado de trabalho em constante crescimento. Aprenda sobre as doenças tratadas pelo médico intensivista e descubra as vantagens dessa profissão que exige conhecimento especializado e tomada de decisões rápidas em situações críticas. 

Além disso, vamos destacar as possibilidades de especialização, incluindo as opções oferecidas por instituições de renome, como o Cetrus, que fornecem uma formação de qualidade para acompanhar as tendências e avanços na área da Medicina Intensiva. Continue a leitura e confira!

O que é um médico intensivista

O médico intensivista possui uma formação médica completa e, posteriormente, realiza uma residência ou especialização na área de Medicina Intensiva. Essa especialização proporciona um conhecimento aprofundado e específico sobre o cuidado e tratamento de pacientes em estado crítico.

O médico intensivista é responsável por conduzir o tratamento de pacientes que requerem cuidados críticos, principalmente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Ele é treinado para lidar com situações complexas, em que a vida do paciente está em risco.

Esse profissional é especializado em monitoramento e interpretação de sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca, respiratória e níveis de oxigenação. Ele utiliza equipamentos de alta tecnologia para acompanhar de forma contínua os parâmetros fisiológicos do paciente, identificando qualquer alteração que possa indicar uma piora do quadro clínico.

Além disso, o médico intensivista possui habilidades avançadas em procedimentos invasivos, como intubação endotraqueal, inserção de cateteres venosos centrais e realização de punções para drenagem de líquidos ou coleta de amostras. Essas habilidades são essenciais para garantir um acesso seguro às vias aéreas e vasos sanguíneos do paciente, bem como para realizar intervenções terapêuticas necessárias.

O médico intensivista também é treinado para tomar decisões rápidas e precisas em momentos críticos. Ele avalia constantemente a resposta do paciente aos tratamentos instituídos, ajustando as terapias conforme necessário. Essa capacidade de adaptação e tomada de decisões é fundamental para fornecer o cuidado mais adequado e personalizado a cada paciente.

Quais são as doenças tratadas pelo médico intensivista?

O médico intensivista, sem uma formação específica e direcionada, trata uma ampla variedade de doenças que requerem cuidados contínuos e monitoramento. Essas doenças podem incluir problemas neurológicos, cardiovasculares, infecções generalizadas e muito mais. 

O papel do médico intensivista é fornecer assistência clínica e medicamentosa aos pacientes, monitorando constantemente suas funções vitais e evitando complicações a curto e longo prazo. 

Portanto, há a opção de trabalhar com medicina intensiva generalista e especialista, a depender da formação realizada pelo médico.

Quais são as vantagens da profissão?

A profissão de médico intensivista tem conquistado um valor significativo nos ambientes de trabalho atualmente. 

Há algum tempo, devido à falta de estrutura nos ambientes intensivos, a intervenção nas complicações dos pacientes era limitada. No entanto, com os avanços tecnológicos relacionados à terapêutica e ao diagnóstico, tornou-se possível prever uma série de problemas e agir de forma proativa.

Uma das principais vantagens da profissão de médico intensivista é o conhecimento profundo sobre a evolução de diferentes doenças. Esse conhecimento permite antecipar complicações e intervir de maneira mais efetiva, segura e conveniente. 

Além disso, a demanda por médicos intensivistas tem se expandido consideravelmente. Isso se deve à necessidade de profissionais altamente treinados, capazes de lidar com altas pressões por resultados e de tomar decisões rápidas em situações de risco iminente de morte. 

Outra vantagem significativa é a valorização que a profissão recebe atualmente. O reconhecimento do papel do médico intensivista na promoção da saúde e no cuidado de pacientes críticos é crescente. Essa valorização não apenas traz satisfação pessoal, mas também oferece oportunidades de desenvolvimento profissional e remuneração adequada.

Rotina do médico intensivista

O papel do médico intensivista é de suma importância na assistência aos pacientes que necessitam de cuidados intensivos. Quando um paciente é encaminhado à UTI, o médico intensivista assume a responsabilidade de avaliar minuciosamente a situação global do paciente, levando em consideração tanto informações cirúrgicas quanto a fisiopatologia das condições clínicas apresentadas.

Nesse contexto, o médico toma decisões cruciais para o tratamento do paciente. Dependendo da gravidade e complexidade do caso, podem ser necessárias intervenções como utilização da ultrassonografia e hemodiálise à beira do leito, realização de traqueostomia percutânea, inserção de drenos torácicos, além da análise minuciosa do acesso venoso e periférico.

Uma das características marcantes dessa especialidade é o constante trabalho em equipe. Em reuniões com a equipe multidisciplinar da UTI são discutidos casos, estratégias de tratamento e prognóstico dos pacientes. Essa abordagem colaborativa permite uma visão ampla do quadro clínico e auxilia na tomada de decisões compartilhadas.

Durante essas reuniões, são considerados outros aspectos relevantes, como a administração de nutrição parenteral para garantir a adequada nutrição dos pacientes, a avaliação da probabilidade de desenvolvimento de úlceras de decúbito e outras complicações decorrentes do tempo de internação, bem como a monitorização do nível de consciência do paciente.

Portanto, a rotina do médico intensivista é repleta de desafios e responsabilidades. Seu trabalho envolve a avaliação criteriosa da condição clínica do paciente, a tomada de decisões complexas e a coordenação de uma equipe multidisciplinar. 

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Mercado de trabalho e remuneração

A Medicina Intensiva é uma especialidade médica de extrema importância, especialmente em momentos de crises sanitárias como a que vivemos atualmente. Segundo o estudo Demografia Médica publicado em 2023, existem atualmente 8.091 médicos intensivistas no Brasil, sendo que 66,5% deles são do sexo masculino, e a média de idade gira em torno de 50 anos.

Esse cenário revela uma predominância masculina nessa especialidade, além de uma distribuição desigual desses profissionais pelo país, uma vez que 54,8% dos médicos intensivistas estão concentrados na região sudeste, seguidos pelo sul e nordeste, além disso, 60,9% dos profissionais de medicina intensiva estão concentrados em capitais. Essa distribuição desigual acarreta em uma carência de profissionais em outras regiões, tornando essencial incentivar a interiorização dessa especialidade em cidades de pequeno e médio porte

Demografia Médica no Brasil 2023,Pesquisa da USP, UNB e AMB

Quanto à remuneração, a média salarial de um médico intensivista é de R$ 10.447,00 por mês, segundo dados do Glassdoor, dependendo de diversos fatores, como 

  • Tipo de vínculo empregatício;
  • Número de plantões realizados;
  • Conciliação com outras atuações;
  • Tempo e experiência na carreira.

No entanto, é importante ressaltar que esses valores são bastante variáveis, especialmente se o profissional decidir se especializar ainda mais, o que possibilita um aumento da remuneração.

Como se tornar um médico intensivista

Se você está interessado em se tornar um médico intensivista, há alguns passos importantes que você precisa seguir para alcançar essa especialidade. 

Após concluir a graduação em Medicina, é preciso se especializar em Medicina Intensiva. Essa especialização geralmente é realizada por meio de uma residência médica ou pós-graduação. Durante esse período, você irá adquirir habilidades específicas e conhecimentos aprofundados sobre o cuidado de pacientes em condições críticas.

É importante mencionar que existem diferentes áreas de especialização dentro da Medicina Intensiva. Se você deseja trabalhar com pacientes pediátricos, por exemplo, precisará obter um título específico nessa área.

Após concluir a especialização em Medicina Intensiva, é fundamental obter o Título de Especialista em Medicina Intensiva (TEMI) pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). Esse título é um reconhecimento oficial de suas competências e conhecimentos como médico intensivista, e é um requisito importante para atuar nessa área.

No entanto, o caminho para se tornar um médico intensivista não se limita apenas à obtenção de diplomas e títulos. É essencial que você se mantenha constantemente atualizado sobre as estratégias e avanços no cuidado de pacientes críticos. Isso inclui estar a par das terapias de longa permanência, cuidados paliativos e estratégias de humanização, que são componentes importantes da prática intensivista.

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Especializações para médicos intensivistas

Foto de médica estudando medicina intensivista.

Se você é um médico em busca de conhecimento e deseja se especializar na área de Terapia Intensiva, existem diferentes caminhos que você pode seguir. Além da residência médica em Terapia Intensiva, que é uma opção bastante conhecida, também existe a possibilidade de realizar uma Pós-Graduação em Terapia Intensiva.

A Pós-Graduação Lato Sensu é uma forma de especialização dentro da Medicina que pode ser uma alternativa interessante para aqueles que desejam se aprofundar nessa área específica. Embora a residência médica seja mais comumente associada à especialização, a Pós-Graduação em Terapia Intensiva também oferece a oportunidade de obter o título de especialista nessa área.

A residência médica em Terapia Intensiva tem uma duração de dois anos, porém, para ingressar nessa especialização, é necessário ter concluído alguma das seguintes residências: 

  • Clínica Médica;
  • Cirurgia Geral;
  • Infectologia;
  • Neurologia;
  • Pediatria (caso seu interesse seja a Medicina Intensiva Pediátrica). 

Durante a residência médica, a formação de um intensivista exige, no mínimo, 4 anos de dedicação, com uma carga horária de 60 horas semanais.

Por outro lado, a Pós-Graduação em Terapia Intensiva é de acesso direto e possui uma duração de 1 a 2 anos. Essa modalidade de especialização oferece flexibilidade em relação à carga horária, não exigindo dedicação exclusiva, como ocorre na residência médica.

Se você está interessado em se aprofundar no assunto e conhecer mais sobre como funciona a Pós-Graduação em Terapia Intensiva, confira a seguir algumas especializações disponíveis para formação continuada:

  • Medicina Intensiva
  • Medicina Intensiva Adulto
  • Medicina Intensiva Pediátrica
  • Medicina Intensiva em Ginecologia e Obstetrícia
  • Neurointensivismo
  • Cardiointensivismo
  • Cardiointensivismo Pediátrico
  • Ultrassonografia em Emergências e UTI

Como as Pós-Graduações do Cetrus podem te ajudar a acompanhar as tendências das especialidades médicas?

As Pós-Graduações oferecidas pelo Cetrus são uma excelente oportunidade para os médicos que desejam se especializar em diferentes área de intensivismo e acompanhar as tendências dessa especialidade médica em constante evolução.

Os programas de especialização do Cetrus são projetados para fornecer uma formação abrangente e atualizada em medicina intensiva e traz Pós nas áreas de Cardiointensivismo, Pneumointensivismo e Ultrassonografia em Point-of-Care.

Uma das grandes vantagens oferecidas pelo Cetrus é a sua metodologia ativa no processo ensino-aprendizado. Isso significa que os alunos são incentivados a participar ativamente das aulas, discutindo casos clínicos, realizando simulações e participando de práticas hands-on. Além disso, o Cetrus é uma instituição reconhecida e credenciada pelo MEC, garantindo a validade e a qualidade dos cursos de Pós-Graduação oferecidos.

Saiba mais sobre os cursos:

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