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Miomas são responsáveis por cerca de 300 mil cirurgias anuais de histerectomia, aponta FEBRASGO

Quadro atinge 50% das mulheres em idade fértil e é importante conhecer possibilidades de tratamento além da remoção do útero

Modelo de útero com miomas e homem branco de jaleco ao fundo
Alguns tipos de miomas podem ser tratados com ablação por radiofrequência

De acordo com a FEBRASGO1 (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), hoje a histerectomia é a segunda cirurgia de médio e grande porte mais realizada em mulheres no mundo todo. Dados do DataSUS mostram que a média nos últimos 10 anos (de 2011 a 2020) foram de 40 milhões de histerectomias totais em todo o Brasil apenas pelo Sistema Único de Saúde. O Ministério da Saúde estima que 300 mil delas são devido a miomas uterinos.

No entanto, há muito tempo a remoção do útero não é a única possibilidade para quem sofre com o problema. A depender das condições da paciente, podem ser realizados tratamentos como a histeroscopia, miomectomia, embolização, ablação do endométrio e, mais recentemente, a ablação por radiofrequência.

Em casos de miomas intramurais e submucosos sintomáticos, a ablação por radiofrequência tem se tornado uma alternativa importante a ser considerada, ainda mais por se tratar de um procedimento minimamente invasivo. Nela, o médico insere uma agulha com área ativa de 1 centímetro, acoplada a um aparelho gerador de energia, usando o ultrassom transvaginal como guia. Ao entrar em contato com o mioma, há um aumento controlado da temperatura, até a destruição do tecido daquela região. Se o mioma for maior, basta o especialista reposicionar a agulha e seguir com a ablação completa do nódulo.

Procedimento simples e sem necessidade de investimento inicial

Com isso, o médico consegue terminar o procedimento entre 15 e 40 minutos (a depender do número e tamanho dos nódulos) e a paciente recebe alta no mesmo dia, normalmente três horas após a intervenção. Normalmente ele é feito em um hospital ou hospital-dia.

Após 6 meses do tratamento, o volume dos miomas regride entre 60-80%, o que traz uma melhora significativa dos sintomas. Estudos têm demonstrado uma taxa de satisfação das pacientes tratadas de cerca de 98%. Os riscos que normalmente aparecem em tratamentos como esse, como infecção, hemorragia e até a chance da retirado do útero são praticamente zero.

O custo do tratamento é outra vantagem, já que não é preciso adquirir o aparelho, então não é preciso um investimento inicial para aplicação do método. O médico só precisa comprar a agulha que será usada na paciente e o gerador de energia é alugado por uma empresa especializada e o custo pode ser repassado ao paciente em que o procedimento será executado.

Não só aprenda como também vivencie o método

No curso intensivo do Cetrus de Capacitação em Radiofrequência para Tratamento de Miomas, você não só aprende como funciona o método, como tem a chance de aplicá-lo em uma paciente real, sob a supervisão do Dr. Fernando Guastella, além de acompanhar de perto a demonstração do professor e também a realização do procedimento por seus colegas. Esse é o único curso do mercado brasileiro que lhe dá a oportunidade de sair da formação já tendo executado um procedimento com metodologia hands on.

Para se inscrever no curso e começar a ofertar esse tipo de tratamento, só é preciso ter experiência em ultrassonografia transvaginal, que é fundamental para guiar a execução do procedimento.

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Referências

3 Replies to “Ablação por radiofrequência de miomas é alternativa à histerectomia”

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