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Regulação Hormonal da Tireoide

Hoje é impensável a avaliação de tireoidopatias sem a solicitação de exames laboratoriais e de imagem, dentre eles o ultrassom. O surgimento de transdutores de alta resolução, trouxe um novo paradigma para a avaliação ultrassonográfica de estruturas superficiais, dentre elas a tireoide. Mas, para entender as doenças da tireoide muito prevalentes em nosso meio, é necessário antes a compreensão total de seus mecanismos de regulação hormonal.

Por isso criamos o gráfico abaixo.

Tudo começa no hipotálamo, onde é produzido o TRH (Hormônio liberador de tireotrofina), que é liberado em forma de pulsos (aproximadamente a cada 2 horas), através da circulação porta hipofisária, e irriga as células da adenohipófise, entre elas os tireotrofos, que produzem e secretam TSH (Hormônio tireo-estimulante).

O TSH apresenta-se em níveis médios que oscilam entre 0,5 a 5 mU/L e, por sua vez, exerce algumas funções como aumento da vascularização da glândula e hipertrofia das células foliculares tireoidianas, aumento da produção da enzima tireoperoxidase (TPO) e tireoglobulina, gerando estimulo a síntese de hormônios tireoidianos (T3 e T4), assim como estimulando a liberação desses hormônios.

O T4 é então convertido em T3, nos neurônios hipotalâmicos e nos tireotrofos. O T3 tem a capacidade de inibir a liberação hipotalâmica de TRH e a secreção hipofisária de TSH. Com isso, os hormônios tireoidianos conseguem regular sua própria produção.

Assim, a compreensão desse eixo de retroalimentação é fundamental para avaliar o significado dos resultados laboratoriais das dosagens hormonais no diagnóstico das doenças da tireoide.


Dr. Lucas Gadioli
Médico Ultrassonografista Geral;
Membro do Núcleo Técnico de Conteúdo do Cetrus.



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