Posted on

Estudo mostra dados sobre a efetividade da terapia com ECMO em pacientes com Covid-19 grave

J Cardiothorac Vasc Anesth. 2021 Jan 19;S1053-0770(21)00062-8

Médico consultando estudo científico

Desde o tratamento do comediante Paulo Gustavo com a oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO), muito tem se falado sobre o método, que ainda não é tão difundido no Brasil. Para mantê-lo atualizado, disponibilizamos um artigo médico sobre a efetividade dessa terapia em pacientes com a Covid-19 grave. Tenha acesso à íntegra em nosso blog.

Confira o resumo a seguir e clicque no botão para acessar o texto completo:

Resumo

Objetivos: Os autores avaliaram a evolução de pacientes adultos com COVID-19 relacionada à síndrome do desconforto respiratório agudo com o uso de oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO).

Desenho: Estudo multicêntrico retrospectivo, observacional.

Local: Dez hospitais universitários e comunitários de referência terciária.

Participantes: Pacientes com síndrome do desconforto respiratório agudo relacionada a COVID-19 grave.

Intervenções: ECMO venovenosa ou venoarterial.

Medidas e resultados principais: Cento e trinta e dois pacientes (idade média 51,1 ± 9,7 anos, mulheres 17,4%) foram tratados com ECMO para síndrome do desconforto respiratório agudo confirmada relacionada a COVID-19 grave. Antes da ECMO, o escore da Avaliação Sequencial de Falha de Órgãos foi de 10,1 ± 4,4, o pH médio foi de 7,23 ± 0,09 e a relação PaO2 / fração inspirada de oxigênio média foi 77 ± 50 mmHg. ECMO venovenosa foi adotada em 122 pacientes (92,4%) e ECMO venoarterial em dez pacientes (7,6%) (duração média, 14,6 ± 11,0 dias). Sessenta e três (47,7%) pacientes morreram em ECMO e 70 (53,0%) durante a internação índice. A mortalidade por todas as causas em seis meses foi de 53,0%. Idade avançada (por ano, OR 1,026, IC 95% 1.000-1-052) e baixo pH arterial (por unidade, OR 0,006, IC 95% 0,000-0,083) antes da ECMO foram as únicas variáveis ​​basais associadas ao aumento risco de mortalidade em seis meses.

Conclusões: Os achados sugeriram que cerca de metade dos pacientes adultos com síndrome do desconforto respiratório agudo grave relacionada a COVID-19 podem ser tratados com sucesso com ECMO com resultados sustentados em seis meses. A diminuição do pH arterial antes da ECMO foi associada significativamente à mortalidade precoce. Portanto, os autores levantaram a hipótese de que o início da terapia antes do subconjunto de distúrbios metabólicos graves pode melhorar as taxas de sobrevida significativamente nesses pacientes. Esses resultados devem ser vistos à luz de uma política rígida de seleção de pacientes e não podem ser replicados em pacientes com idade avançada ou com várias comorbidades.

Confira a íntegra do artigo aqui:

6 Replies to “Sobrevida 6 meses após oxigenação por membrana extracorpórea (ECMO) em pacientes com Covid-19 grave”

    1. Em Imperatriz hospital São Rafael já tem esse respirador eu anda muito agoniado acho que vol preciza de 1

  1. Gostaria de saber se em uma pessoa adulta com perca dos seus pulmões em 75% por Efizema pulmonar qual seria a melhor solução

  2. Excelente , obrigado pela atualização. Vcs deveriam criar um curso de implante e manutenção de ecmo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *